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	<title>Diaspedia - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<title>Suça (Tocantins)</title>
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		<updated>2025-11-10T15:16:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa e imagem&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Sergipe in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Sergipe em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;1.511.460&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;62,14%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;13,19%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;13.077&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;20.023 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Suça ==&lt;br /&gt;
A Suça, também chamada de Súcia, Sussa e Sússia, é manifestação cultural de matriz africana que tem o batuque como alicerce. É herança artística presente em Tocantins e Goiás desde o período da escravidão. É possível que sua presença em ambos estados devido às rotas de fuga de escravizados em busca de liberdade. Em Tocantins, ela ocorre em Arraias, Natividade, São Valério, Peixe, Paranã e Conceição do Tocantins.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Sussa de Natividade - Anne Vilela -1.jpg|miniaturadaimagem|Suça de Natividade]]&lt;br /&gt;
A Suça é composta por ritmos de violas e tambores feitos de troncos ocos e pele de animais – por isso a necessidade da fogueira para a afinação -, dança – realizada em duplas no centro da roda, cujas marcações são feitas com o pé, com movimentos circulares no próprio eixo do corpo e, em algumas comunidades, umbigadas - e cantoria – cujas músicas ressaltam as belezas naturais, cotidiano, fé e devoção, e algumas possuem duplo sentido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O auge da Suça é o momento da jiquitaia na qual homens e mulheres igualam seus movimentos dançantes à música sobre uma formiga. Todos dançam procurando ou tirando as formigas imaginárias que garante o divertimento e risadas de todos que participam e assistem:&amp;lt;blockquote&amp;gt;A formiga que dói é jiquitaia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela morde, ela coça&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela esconde na palha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela morde no pé e debaixo da saia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formiga que dói é jiquitaia&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A origem da jiquitaia refere-se a constante presença de formigas presentes nas senzalas. Nesse sentido, a dança e cantoria remete às narrativas sobre um passado que é ressignificado constantemente em nossa história através da cultura, arte e rememoração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas regiões, como Natividade, a Suça faz parte das Festas do Divino. No domingo de Páscoa, inicia-se o Giro de Folias, com duração de quarenta dias. Três Folias ficam responsáveis por traçar três rotas nas quais se visitam casas dos devotos, fazem rezas, beijam as bandeiras de santos, recolhem donativos e se alimentam juntos. Logo após, os tambores são afinados e a Suça se inicia, caso os donos da casa queiram. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses quarenta dias é chamado de Encontro das Folias e é finalizado na Praça da Igreja Matriz onde todas as Folias se encontram no dia da Ascenção de Cristo. No sábado ocorre o deslocamento da Mastro para a Igreja Matriz. A Suça é responsável por abrir caminho para o Mastro e reverenciar cada Cruzeiro que compõe as diferentes Folias. Ela é acompanhada por sanfonas, zabumba, triângulo e uma multidão. Ao final, se solta fogos de artifício, dançam Suça, se alimentam e bebem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos da dança, os ritmos e instrumentos nos possibilitam conectar a Suça com o Jongo do Sudeste e o Tambor de Crioula do Maranhão, o que evidencia ramificações culturais de matriz africana em todo o território brasileiro. Ao mesmo tempo, é necessário um olhar atento para se entender as especificidades históricas, culturais e regionais de cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Suça é mais que dança, é história!&amp;quot; no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kRe7i5ty6pQ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Manifestações culturais presentes no Tocantins revelam herança afro - Governo do Tocantins: https://www.to.gov.br/secom/noticias/manifestacoes-culturais-presentes-no-tocantins-revelam-heranca-afro/5d1wx0jt583b&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Suça em Natividade: Festa, batuque e ancestralidade - Eloisa Marques Rosa: https://repositorio.bc.ufg.br/tedeserver/api/core/bitstreams/608c0e91-b44e-43fc-9688-7d49dfbb1ac7/content#page=48&amp;amp;zoom=100,109,251&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suça: conheça música e dança que celebram cultura afrobrasileira e levantam temas como racismo e intolerância religiosa - G1: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2024/11/20/suca-conheca-musica-e-danca-que-celebram-cultura-afrobrasileira-e-levantam-temas-como-racismo-e-intolerancia-religiosa.ghtml&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Suça (Tocantins)</title>
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		<updated>2025-11-10T15:14:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;1.511.460&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;62,14%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;13,19%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;13.077&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;20.023 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Suça ==&lt;br /&gt;
A Suça, também chamada de Súcia, Sussa e Sússia, é manifestação cultural de matriz africana que tem o batuque como alicerce. É herança artística presente em Tocantins e Goiás desde o período da escravidão. É possível que sua presença em ambos estados devido às rotas de fuga de escravizados em busca de liberdade. Em Tocantins, ela ocorre em Arraias, Natividade, São Valério, Peixe, Paranã e Conceição do Tocantins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Suça é composta por ritmos de violas e tambores feitos de troncos ocos e pele de animais – por isso a necessidade da fogueira para a afinação -, dança – realizada em duplas no centro da roda, cujas marcações são feitas com o pé, com movimentos circulares no próprio eixo do corpo e, em algumas comunidades, umbigadas - e cantoria – cujas músicas ressaltam as belezas naturais, cotidiano, fé e devoção, e algumas possuem duplo sentido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O auge da Suça é o momento da jiquitaia na qual homens e mulheres igualam seus movimentos dançantes à música sobre uma formiga. Todos dançam procurando ou tirando as formigas imaginárias que garante o divertimento e risadas de todos que participam e assistem:&amp;lt;blockquote&amp;gt;A formiga que dói é jiquitaia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela morde, ela coça&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela esconde na palha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela morde no pé e debaixo da saia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formiga que dói é jiquitaia&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A origem da jiquitaia refere-se a constante presença de formigas presentes nas senzalas. Nesse sentido, a dança e cantoria remete às narrativas sobre um passado que é ressignificado constantemente em nossa história através da cultura, arte e rememoração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas regiões, como Natividade, a Suça faz parte das Festas do Divino. No domingo de Páscoa, inicia-se o Giro de Folias, com duração de quarenta dias. Três Folias ficam responsáveis por traçar três rotas nas quais se visitam casas dos devotos, fazem rezas, beijam as bandeiras de santos, recolhem donativos e se alimentam juntos. Logo após, os tambores são afinados e a Suça se inicia, caso os donos da casa queiram. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses quarenta dias é chamado de Encontro das Folias e é finalizado na Praça da Igreja Matriz onde todas as Folias se encontram no dia da Ascenção de Cristo. No sábado ocorre o deslocamento da Mastro para a Igreja Matriz. A Suça é responsável por abrir caminho para o Mastro e reverenciar cada Cruzeiro que compõe as diferentes Folias. Ela é acompanhada por sanfonas, zabumba, triângulo e uma multidão. Ao final, se solta fogos de artifício, dançam Suça, se alimentam e bebem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos da dança, os ritmos e instrumentos nos possibilitam conectar a Suça com o Jongo do Sudeste e o Tambor de Crioula do Maranhão, o que evidencia ramificações culturais de matriz africana em todo o território brasileiro. Ao mesmo tempo, é necessário um olhar atento para se entender as especificidades históricas, culturais e regionais de cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Suça é mais que dança, é história!&amp;quot; no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kRe7i5ty6pQ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Manifestações culturais presentes no Tocantins revelam herança afro - Governo do Tocantins: https://www.to.gov.br/secom/noticias/manifestacoes-culturais-presentes-no-tocantins-revelam-heranca-afro/5d1wx0jt583b&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Suça em Natividade: Festa, batuque e ancestralidade - Eloisa Marques Rosa: https://repositorio.bc.ufg.br/tedeserver/api/core/bitstreams/608c0e91-b44e-43fc-9688-7d49dfbb1ac7/content#page=48&amp;amp;zoom=100,109,251&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suça: conheça música e dança que celebram cultura afrobrasileira e levantam temas como racismo e intolerância religiosa - G1: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2024/11/20/suca-conheca-musica-e-danca-que-celebram-cultura-afrobrasileira-e-levantam-temas-como-racismo-e-intolerancia-religiosa.ghtml&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Sussa_de_Natividade_-_Anne_Vilela_-1.jpg&amp;diff=409</id>
		<title>Arquivo:Sussa de Natividade - Anne Vilela -1.jpg</title>
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		<updated>2025-11-10T15:13:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://www.encontroteca.com.br/galeria/suca-de-natividade/230&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://www.encontroteca.com.br/galeria/suca-de-natividade/230&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T15:06:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Suça&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Catumbi (Santa Catarina)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Batuque de Umbigada (São Paulo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Taieiras de Laranjeira (Sergipe)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Suça (Tocantins)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Taieiras_de_Laranjeira_(Sergipe)&amp;diff=407</id>
		<title>Taieiras de Laranjeira (Sergipe)</title>
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		<updated>2025-11-10T15:04:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Sergipe in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Sergipe em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;2.210.004&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;61,61%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;12,85%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;28.163&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;4.710 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Taieiras de Laranjeira ==&lt;br /&gt;
As Taieiras são grupos de louvação a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que se apresentam em diferentes locais de Sergipe, principalmente, mas não só, em janeiro, quando o ciclo natalino se encerra. Há registros de diversos grupos desde o século XVI, principalmente do contingente de escravizados no estado. África é perceptível nas performances de coroação de reis e rainhas do Congo, nos instrumentos, ritmos e cores e, no caso da Taieira da cidade Laranjeiras também na adoração aos orixás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeira é criada no século XIX, após promessa de uma escravizada, avó de Mãe Bilina. Após falecimento de sua mãe, Bilina assume a responsabilidade do grupo, deixando a conexão com os orixás mais fortes por ela ser Mãe de Santo da Irmandade e Terreiro Santa Bárbara Virgem. Os orixás estão presentes até hoje, tendo em vista que a vestimenta das meninas e jovens são compostas por saia branca e camiseta vermelha, em homenagem à Oya/Iansã, e inúmeras fitas cujas cores representam orixás específicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A indumentária também é composta por chapéu, cesto e chocalho – o querequexé é amplamente utilizado nos candomblés, religiões Nagôs e de tradição Yorubá como forma de comunicação com os Orixás – e, em determinados momentos, o bastão. Há um único tambor que é tocado pelo único rapaz que participa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dançam em fileiras e círculo, no círculo batem o bastão com as duas outras meninas de cada – ele também ajuda a marcar o tempo – e continuam a marcação com o chocalho. O bastão serve para rememorar as batalhas e coroações do Congo. As canções são de louvação aos santos protetores das pessoas negras e orixás, críticas ao sistema escravistas e questões do cotidiano presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se apresenta em salões, eventos culturais, festas e encontros. Mas a principal apresentação acontece na Missa do dia de Reis. Nesse dia, o grupo sai do Terreiro e vão dançando e tocando em direção à Igreja Matriz, onde se encontra outros dois grupos culturais de matriz africana: a Chegança, em homenagem aos marinheiros e o Cacumbi. Após a Missa, ainda na Igreja, ocorre a coroação na qual o padre tira a coroa de Nossa Senhora do Rosário e coloca na cabeça da rainha das Taieiras. Nesse momento, solta-se fogos de artifícios e todos vão comemorar a proteção concedida e mais uma coroação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o grupo é composto por meninas e jovens que, para entrarem, precisam ser virgens, isso para demonstrar a pureza envolvida na louvação de Santa Bárbara Virgem. Mas antes, o grupo era composto por mulheres mais velhas. Inúmeros grupos deixaram de existir devido à perseguição tanto da Igreja Católica quanto da sociedade. Durante sua vida, Dona Bilina lutou para a continuação da Taieira de Laranjeira e o grupo sofrera perseguição e discriminação por sua ligação com os orixás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se torna Patrimônio Imaterial do estado de Sergipe em 2013, evidenciando a importância histórica e cultural na formação do estado, além da preservação da história e cultura negra e africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Cultura em Foco - Taieiras&amp;quot; - TV Alese: https://www.youtube.com/watch?v=mVZ84VgyFkA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
RELIGIÃO E POESIA ORAL COMO LINGUAGEM: MODO DE VIDA E REALIZAÇÃO DE SENTIDO NOS PROCESSOS RITUAIS DE CULTO AOS SANTOS DA TAIEIRA DE LARANJEIRAS EM SERGIPE - Daniela Senger: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/16602/2/DANIELA_SENGER.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeiras, bem cultural reconhecido como patrimônio imaterial sergipano - Sergipe Cultura Viva: https://sergipeculturaviva.blogspot.com/2015/03/a-taieira-de-laranjeiras-bem-cultural.html&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Taieiras_de_Laranjeira_(Sergipe)&amp;diff=406</id>
		<title>Taieiras de Laranjeira (Sergipe)</title>
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		<updated>2025-11-10T15:03:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;2.210.004&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;61,61%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;12,85%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;28.163&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;4.710 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Taieiras de Laranjeira ==&lt;br /&gt;
As Taieiras são grupos de louvação a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que se apresentam em diferentes locais de Sergipe, principalmente, mas não só, em janeiro, quando o ciclo natalino se encerra. Há registros de diversos grupos desde o século XVI, principalmente do contingente de escravizados no estado. África é perceptível nas performances de coroação de reis e rainhas do Congo, nos instrumentos, ritmos e cores e, no caso da Taieira da cidade Laranjeiras também na adoração aos orixás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeira é criada no século XIX, após promessa de uma escravizada, avó de Mãe Bilina. Após falecimento de sua mãe, Bilina assume a responsabilidade do grupo, deixando a conexão com os orixás mais fortes por ela ser Mãe de Santo da Irmandade e Terreiro Santa Bárbara Virgem. Os orixás estão presentes até hoje, tendo em vista que a vestimenta das meninas e jovens são compostas por saia branca e camiseta vermelha, em homenagem à Oya/Iansã, e inúmeras fitas cujas cores representam orixás específicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A indumentária também é composta por chapéu, cesto e chocalho – o querequexé é amplamente utilizado nos candomblés, religiões Nagôs e de tradição Yorubá como forma de comunicação com os Orixás – e, em determinados momentos, o bastão. Há um único tambor que é tocado pelo único rapaz que participa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dançam em fileiras e círculo, no círculo batem o bastão com as duas outras meninas de cada – ele também ajuda a marcar o tempo – e continuam a marcação com o chocalho. O bastão serve para rememorar as batalhas e coroações do Congo. As canções são de louvação aos santos protetores das pessoas negras e orixás, críticas ao sistema escravistas e questões do cotidiano presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se apresenta em salões, eventos culturais, festas e encontros. Mas a principal apresentação acontece na Missa do dia de Reis. Nesse dia, o grupo sai do Terreiro e vão dançando e tocando em direção à Igreja Matriz, onde se encontra outros dois grupos culturais de matriz africana: a Chegança, em homenagem aos marinheiros e o Cacumbi. Após a Missa, ainda na Igreja, ocorre a coroação na qual o padre tira a coroa de Nossa Senhora do Rosário e coloca na cabeça da rainha das Taieiras. Nesse momento, solta-se fogos de artifícios e todos vão comemorar a proteção concedida e mais uma coroação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o grupo é composto por meninas e jovens que, para entrarem, precisam ser virgens, isso para demonstrar a pureza envolvida na louvação de Santa Bárbara Virgem. Mas antes, o grupo era composto por mulheres mais velhas. Inúmeros grupos deixaram de existir devido à perseguição tanto da Igreja Católica quanto da sociedade. Durante sua vida, Dona Bilina lutou para a continuação da Taieira de Laranjeira e o grupo sofrera perseguição e discriminação por sua ligação com os orixás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se torna Patrimônio Imaterial do estado de Sergipe em 2013, evidenciando a importância histórica e cultural na formação do estado, além da preservação da história e cultura negra e africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Cultura em Foco - Taieiras&amp;quot; - TV Alese: https://www.youtube.com/watch?v=mVZ84VgyFkA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
RELIGIÃO E POESIA ORAL COMO LINGUAGEM: MODO DE VIDA E REALIZAÇÃO DE SENTIDO NOS PROCESSOS RITUAIS DE CULTO AOS SANTOS DA TAIEIRA DE LARANJEIRAS EM SERGIPE - Daniela Senger: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/16602/2/DANIELA_SENGER.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeiras, bem cultural reconhecido como patrimônio imaterial sergipano - Sergipe Cultura Viva: https://sergipeculturaviva.blogspot.com/2015/03/a-taieira-de-laranjeiras-bem-cultural.html&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Sergipe_in_Brazil.svg.png&amp;diff=405</id>
		<title>Arquivo:Sergipe in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T15:03:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sergipe_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sergipe_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T14:54:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: taieiras de laranjeira&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Catumbi (Santa Catarina)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Batuque de Umbigada (São Paulo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Taieiras de Laranjeira (Sergipe)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Batuque_de_Umbigada_(S%C3%A3o_Paulo)&amp;diff=403</id>
		<title>Batuque de Umbigada (São Paulo)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:53:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa e imagem&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Sao Paulo in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com São Paulo em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;44.411.238&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;32,96 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;7,99&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;11.006&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;55.331 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Batuque de Umbigada ==&lt;br /&gt;
O Batuque de Umbigada, também conhecido como Tambu ou Caiumba, é manifestação cultural afro-brasileira que tem sua proliferação na região do médio Tietê. Sua origem é Bantu – grupo cultural e linguístico localizado na África subsaariana -, sendo que a maioria das pessoas escravizadas e sequestradas para o Brasil são de países que conhecemos hoje como Moçambique, Angola e Congo. Há registros desses grupos no Brasil desde, pelo menos, o século XVI, o que permite afirmar que a cultura gerada pelo encontro colonial também pode ter surgido neste mesmo período.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque se desenvolve, sobretudo, nas fazendas de café e cana-de-açúcar e, desde então, os diferentes municípios que fazem parte da região mantém esta tradição viva. Ao mesmo tempo, devido aos processos migratórios de negros em busca de melhores condições de vida, cidades como São Paulo e Barueri também possuem batuqueiros e brincantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a escravização, a forma de lidar com o Batuque era contraditória: por um lado, em muitos lugares eram proibidos e, por outro, muitas vezes ele era permitido como forma de acalmar os ânimos nas senzalas.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Batuque de Umbigada de Piracicaba - 0040.jpg|miniaturadaimagem|Batuque de Umbigada em Piracicaba ]]&lt;br /&gt;
Já na virada do século XIX para o XX, houve uma tentativa de criminalizar os negros e, por consequente, suas manifestações culturais e artísticas. Essa tentativa visava apagar as contribuições dos negros na constituição da sociedade brasileira e torná-los representantes do que a modernidade queria negar e, por vezes, matar. Nesse período, inúmeras manifestações culturais de matriz africana foram proibidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, de forma proposital, a abolição não garantiu acesso a direitos à população negra, mas isso não impediu que a cultura fosse uma ferramenta de contestação, bem-viver, resistência e diversão. Diante dessa situação, inúmeros migraram para as periferias das grandes cidades, fazendo com que esses lugares fossem lugar propício para o encontro de diferentes manifestações culturais.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque envolve toques de tambores que marcam o ritmo, o canto – normalmente referente à resistência ancestral em relação ao escravismo, santos, orixás, entidades, cotidiano e crítica social – e a roda, na qual as pessoas, em casal, dançam e brincam e, em diferentes momentos, encostam os umbigos como forma de agradecimento, convite na dança, articulação de ritmo, dança e letra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes das festividades, é feito uma fogueira para que os tambores sejam afinados. A fogueira também aquece as pessoas, já que as festas ocorriam durante junho e julho, período de inverno. Quando os batuqueiros e dançantes chegam, é realizada uma oração em roda onde todos estão de mãos dadas. Não importa a religião das pessoas, mas a fé, o compromisso e respeito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque também tem ramificações importantes no samba paulista, como é o exemplo de Madrinha Eunice, fundadora da Escola de Samba Lava-pés, localizada no bairro Liberdade na capital e fundada em 1937, que mantinha a tradição de Batuque de Umbigada. Madrinha Eunice é herdeira do Batuque e dos tambores do estado de São Paulo e hoje a Lava-pés é a escola mais antiga em atividade na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o Batuque de Umbigada se mantém vivo devido aos esforços de diferentes batuqueiros em fortalecerem e criarem redes de trocas. O Projeto Casa de Batuqueiro, em Piracicaba, realiza a preservação de tal tradição através de registros orais e audiovisuais, além de organizar encontros regionais no estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o documentário &amp;quot;Percursos da Tradição | Batuque de Umbigada&amp;quot; no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Crg9HfKAIYo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Batuque de umbigada: cultura bantu afro-paulista - SESC SP: https://www.sescsp.org.br/editorial/batuque-de-umbigada-cultura-bantu-afro-paulista/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Batuque_de_Umbigada_(S%C3%A3o_Paulo)&amp;diff=402</id>
		<title>Batuque de Umbigada (São Paulo)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:51:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;44.411.238&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;32,96 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;7,99&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;11.006&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;55.331 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Batuque de Umbigada ==&lt;br /&gt;
O Batuque de Umbigada, também conhecido como Tambu ou Caiumba, é manifestação cultural afro-brasileira que tem sua proliferação na região do médio Tietê. Sua origem é Bantu – grupo cultural e linguístico localizado na África subsaariana -, sendo que a maioria das pessoas escravizadas e sequestradas para o Brasil são de países que conhecemos hoje como Moçambique, Angola e Congo. Há registros desses grupos no Brasil desde, pelo menos, o século XVI, o que permite afirmar que a cultura gerada pelo encontro colonial também pode ter surgido neste mesmo período.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque se desenvolve, sobretudo, nas fazendas de café e cana-de-açúcar e, desde então, os diferentes municípios que fazem parte da região mantém esta tradição viva. Ao mesmo tempo, devido aos processos migratórios de negros em busca de melhores condições de vida, cidades como São Paulo e Barueri também possuem batuqueiros e brincantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a escravização, a forma de lidar com o Batuque era contraditória: por um lado, em muitos lugares eram proibidos e, por outro, muitas vezes ele era permitido como forma de acalmar os ânimos nas senzalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na virada do século XIX para o XX, houve uma tentativa de criminalizar os negros e, por consequente, suas manifestações culturais e artísticas. Essa tentativa visava apagar as contribuições dos negros na constituição da sociedade brasileira e torná-los representantes do que a modernidade queria negar e, por vezes, matar. Nesse período, inúmeras manifestações culturais de matriz africana foram proibidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, de forma proposital, a abolição não garantiu acesso a direitos à população negra, mas isso não impediu que a cultura fosse uma ferramenta de contestação, bem-viver, resistência e diversão. Diante dessa situação, inúmeros migraram para as periferias das grandes cidades, fazendo com que esses lugares fossem lugar propício para o encontro de diferentes manifestações culturais.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque envolve toques de tambores que marcam o ritmo, o canto – normalmente referente à resistência ancestral em relação ao escravismo, santos, orixás, entidades, cotidiano e crítica social – e a roda, na qual as pessoas, em casal, dançam e brincam e, em diferentes momentos, encostam os umbigos como forma de agradecimento, convite na dança, articulação de ritmo, dança e letra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes das festividades, é feito uma fogueira para que os tambores sejam afinados. A fogueira também aquece as pessoas, já que as festas ocorriam durante junho e julho, período de inverno. Quando os batuqueiros e dançantes chegam, é realizada uma oração em roda onde todos estão de mãos dadas. Não importa a religião das pessoas, mas a fé, o compromisso e respeito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Batuque também tem ramificações importantes no samba paulista, como é o exemplo de Madrinha Eunice, fundadora da Escola de Samba Lava-pés, localizada no bairro Liberdade na capital e fundada em 1937, que mantinha a tradição de Batuque de Umbigada. Madrinha Eunice é herdeira do Batuque e dos tambores do estado de São Paulo e hoje a Lava-pés é a escola mais antiga em atividade na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o Batuque de Umbigada se mantém vivo devido aos esforços de diferentes batuqueiros em fortalecerem e criarem redes de trocas. O Projeto Casa de Batuqueiro, em Piracicaba, realiza a preservação de tal tradição através de registros orais e audiovisuais, além de organizar encontros regionais no estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o documentário &amp;quot;Percursos da Tradição | Batuque de Umbigada&amp;quot; no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Crg9HfKAIYo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Batuque de umbigada: cultura bantu afro-paulista - SESC SP: https://www.sescsp.org.br/editorial/batuque-de-umbigada-cultura-bantu-afro-paulista/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Batuque_de_Umbigada_de_Piracicaba_-_0040.jpg&amp;diff=401</id>
		<title>Arquivo:Batuque de Umbigada de Piracicaba - 0040.jpg</title>
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		<updated>2025-11-10T14:51:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Batuque_de_Umbigada_de_Piracicaba_-_0040.jpg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Batuque_de_Umbigada_de_Piracicaba_-_0040.jpg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<updated>2025-11-10T14:50:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sao_Paulo_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sao_Paulo_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T14:44:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: batuque de umbigada&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Catumbi (Santa Catarina)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Batuque de Umbigada (São Paulo)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Catumbi_(Santa_Catarina)&amp;diff=398</id>
		<title>Catumbi (Santa Catarina)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:43:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Santa Catarina in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Santa Catarina em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;7.610.361&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;19,22 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;4,07&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;4.449&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;21.773 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Catumbi ==&lt;br /&gt;
O Catumbi, ou também Cacumbi e Ticumbi, é manifestação cultural e religiosa de matriz africana presente em diferentes localidades do litoral de Santa Catarina. Tal manifestação está presente, sobretudo, na Comunidade Quilombola Itapocu, em Araquari. Como diferentes manifestações de matriz africana que surgem no último século da escravização, o Cacumbi também tem como base a devoção e louvação à de Nossa Senhora do Rosário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa Senhora do Rosário, assim como São Benedito e Santo Expedito, são partes do panteão de santos católicos protetores das pessoas negras. Por isso, eles são centrais no fortalecimento comunitário e resistência frente a opressão e reverenciados em culturas de matriz africana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, o Catumbi nos remete às festas em homenagem aos reis e rainhas de Congo, algo também presente em outras manifestações espalhadas no Brasil. Nesse sentido, também lhe faz parte a coroação de reis e rainhas e o cortejo com a corte imperial, além das danças com espadas, tambores, bandeiras e toadas e, claro, trajes coloridos, com flores e fitas. Dessa maneira, o Catumbi mescla religiosidade, encenação de rituais históricos de coroação, ritmos, canções que representam as memórias de antepassados e, claro, brincadeira e diversão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, durante a escravização, as festividades ocorriam como uma maneira de negociar lazer e devoção católica aos olhos da sociedade colonizadora, no início do século XX, as coisas mudam. A Igreja Católica passa por uma reestruturação na sociedade catarinense para centralizar o poder sobre como praticar a fé nas mãos dos Bispos que, por sua vez, também estavam alinhados a uma visão pejorativa e negativa relacionada aos negros. Prova disso é que em 1912, fora enviado um abaixo-assinado que continha vinte e cinco assinaturas de “homens de cor” – termo utilizado no período para se referir aos negros e afrodescendentes -, para a diocese de Florianópolis cujo responsável era Dom João Becker. O abaixo-assinado pedia para que a Paróquia voltasse a respeitar a prática anual de louvação de Nossa Senhora do Rosário e festejos de coroação, dança e batuque. A prática havia sido banida por dez anos e não se sabe se naquele ano ela voltara a ser parte do calendário católico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a proibição acima demonstra a tentativa de apagamento das contribuições culturais e religiosas da comunidade negra no estado. Ao mesmo tempo, demonstra como as possíveis negociações fortaleceram essas manifestações fazendo com que até hoje elas permanecessem vivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente em 2018, a Fundação Catarinense de Cultura registra a Dança de Catumbi como Patrimônio Cultural de Santa Catarina, sendo o primeiro que diz respeito à cultura matriz africana do estado. Ou seja, apesar da tentativa constante de apagamento, também há o reconhecimento e proteção de tal prática, o que lhe garante proteção de memórias culturais, afetivas e históricas. Ainda assim, se faz necessário (re)conhecer outras práticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Catumbi - Uma tradição Negra&amp;quot; disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=GAT_T2MUhso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
&amp;quot;Brincadeiras de negro&amp;quot;: religiosidade e performance nas práticas do Cacumbi em comunidades afro-brasileiras - Roselete Fagundes de Aviz: https://revistas.udesc.br/index.php/percursos/article/view/1984724619392018128/pdf_1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Catumbi em terra de branco: Resistência e africanidade na Santa Afro-Catarina - Willian Muller: http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/10701/1/Willian%20M%c3%bcller.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Catumbi_(Santa_Catarina)&amp;diff=397</id>
		<title>Catumbi (Santa Catarina)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:42:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;7.610.361&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;19,22 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;4,07&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;4.449&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;21.773 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Catumbi ==&lt;br /&gt;
O Catumbi, ou também Cacumbi e Ticumbi, é manifestação cultural e religiosa de matriz africana presente em diferentes localidades do litoral de Santa Catarina. Tal manifestação está presente, sobretudo, na Comunidade Quilombola Itapocu, em Araquari. Como diferentes manifestações de matriz africana que surgem no último século da escravização, o Cacumbi também tem como base a devoção e louvação à de Nossa Senhora do Rosário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa Senhora do Rosário, assim como São Benedito e Santo Expedito, são partes do panteão de santos católicos protetores das pessoas negras. Por isso, eles são centrais no fortalecimento comunitário e resistência frente a opressão e reverenciados em culturas de matriz africana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, o Catumbi nos remete às festas em homenagem aos reis e rainhas de Congo, algo também presente em outras manifestações espalhadas no Brasil. Nesse sentido, também lhe faz parte a coroação de reis e rainhas e o cortejo com a corte imperial, além das danças com espadas, tambores, bandeiras e toadas e, claro, trajes coloridos, com flores e fitas. Dessa maneira, o Catumbi mescla religiosidade, encenação de rituais históricos de coroação, ritmos, canções que representam as memórias de antepassados e, claro, brincadeira e diversão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, durante a escravização, as festividades ocorriam como uma maneira de negociar lazer e devoção católica aos olhos da sociedade colonizadora, no início do século XX, as coisas mudam. A Igreja Católica passa por uma reestruturação na sociedade catarinense para centralizar o poder sobre como praticar a fé nas mãos dos Bispos que, por sua vez, também estavam alinhados a uma visão pejorativa e negativa relacionada aos negros. Prova disso é que em 1912, fora enviado um abaixo-assinado que continha vinte e cinco assinaturas de “homens de cor” – termo utilizado no período para se referir aos negros e afrodescendentes -, para a diocese de Florianópolis cujo responsável era Dom João Becker. O abaixo-assinado pedia para que a Paróquia voltasse a respeitar a prática anual de louvação de Nossa Senhora do Rosário e festejos de coroação, dança e batuque. A prática havia sido banida por dez anos e não se sabe se naquele ano ela voltara a ser parte do calendário católico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a proibição acima demonstra a tentativa de apagamento das contribuições culturais e religiosas da comunidade negra no estado. Ao mesmo tempo, demonstra como as possíveis negociações fortaleceram essas manifestações fazendo com que até hoje elas permanecessem vivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente em 2018, a Fundação Catarinense de Cultura registra a Dança de Catumbi como Patrimônio Cultural de Santa Catarina, sendo o primeiro que diz respeito à cultura matriz africana do estado. Ou seja, apesar da tentativa constante de apagamento, também há o reconhecimento e proteção de tal prática, o que lhe garante proteção de memórias culturais, afetivas e históricas. Ainda assim, se faz necessário (re)conhecer outras práticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Catumbi - Uma tradição Negra&amp;quot; disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=GAT_T2MUhso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
&amp;quot;Brincadeiras de negro&amp;quot;: religiosidade e performance nas práticas do Cacumbi em comunidades afro-brasileiras - Roselete Fagundes de Aviz: https://revistas.udesc.br/index.php/percursos/article/view/1984724619392018128/pdf_1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Catumbi em terra de branco: Resistência e africanidade na Santa Afro-Catarina - Willian Muller: http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/10701/1/Willian%20M%c3%bcller.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Santa_Catarina_in_Brazil.svg.png&amp;diff=396</id>
		<title>Arquivo:Santa Catarina in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T14:42:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santa_Catarina_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santa_Catarina_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Carolina_Melo&amp;diff=395</id>
		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T14:32:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Catumbi&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Catumbi (Santa Catarina)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Movimento_Rorameira_(Roraima)&amp;diff=394</id>
		<title>Movimento Rorameira (Roraima)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:23:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Roraima in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Roraima em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;636.707&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;57,25%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;7,73%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;Não há&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;97.668 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Movimento Rorameira ==&lt;br /&gt;
A constituição de Roraima como estado da federação, em 1988, representa um marco recente na história político-administrativa do extremo norte do Brasil. Contudo, essa formalização não eclipsa o denso e complexo histórico de ocupação e disputas territoriais que antecederam e moldaram o antigo território federal. Sua localização estratégica na tríplice fronteira com a Venezuela e a Guiana suscitou, ao longo dos séculos, não apenas a demarcação conflituosa de limites, mas também inúmeras tentativas de colonização por potências e grupos diversos – historicamente mencionando-se ingleses, neozelandeses, espanhóis e italianos, por exemplo. Tais incursões, frequentemente pautadas por interesses extrativistas e geopolíticos, culminaram, por consequência direta ou indireta, em processos de violência e massacres que impactaram de forma desproporcional as populações originárias e as comunidades locais. Apesar de sua recente emancipação política, o território carrega, portanto, uma história rica, marcada pela sobreposição de narrativas e pelo encontro (muitas vezes forçado) de diversas culturas e povos. O foco desta análise, contudo, será direcionado à história recente e à gênese do Movimento Rorameira, considerando esse substrato histórico-geográfico como pano de fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1943, o presidente Getúlio Vargas cria cinco territórios nacionais com o intuito de desmembrar o Amazonas: Guaporé (atual Rondônia), Amapá, Ponta Porã (extinto), Iguassu (extinto) e o Território Rio Branco (atual Roraima). Com os novos territórios, criou-se a Divisão de Produção, Terra e Colonização (DPTC) que, como o nome sugere, tinha como intuito “desbravar” e colonizar a região conhecida pela densidade da floresta amazônica. Nesse mesmo período foram criadas as primeiras colônias agrícolas que fizeram crescer a migração para a região, sobretudo de maranhenses para quem foram prometidas terras, passagem, hospedagem, ferramentas e dinheiro mensal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na década de 1960, o Território do Rio Branco passa a denominar-se Território de Roraima. Entre a década de 1960 e 1970, durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), os militares ampliaram sua atuação no “desenvolvimento” na região. Mas, na verdade, a ditadura militar trouxe fome, miséria, doença e morte de milhares de indígenas Yanomami em Roraima, um grupo que até hoje sofre com a cicatriz aberta da colonização e da ditadura. Nesse período, terras indígenas foram tomadas para a ampliação da fronteira agrícola e exploração mineral e de energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1980, ainda com a tentativa de exploração da região, fora descoberto que o estado possuía enorme quantitativo de ouro, o que intensificou mais o roubo das terras indígenas: entre 1987 e 1991, foram construídas oito pistas clandestinas no território Yanomami para facilitar o transporte do metal. O ouro também foi um atrativo para pessoas de diferentes regiões que buscavam melhorar de vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, assim como em todo o Brasil, os anos 1980 demarcaram a intensificação da luta contra a ditadura, bem como uma tentativa de se pensar que país que se almejava depois de tanto tempo de violência, boicote à cultura e morte. Sem sombra de dúvidas, a arte e, em especial, a música foi uma das ferramentas mais importantes de contestação e tentativa de se pensar o futuro da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1984, ocorre o 2º Festival de Música de Roraima e o artista, cantor e compositor Zeca Preto lança a música “Roraimeira” que ganha o segundo lugar na competição. No mês seguinte, ele, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa se apresentam no Teatro Amazonas com o nome Trio Rorameira, demarcando o início de um movimento que já tinha a semente plantada no solo do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta era mostrar para a população local e de fora que o estado era mais que os buracos e barulhos causados pelo garimpo. Veja a letra a seguir: &amp;lt;blockquote&amp;gt;Te achei na grande América do sul&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero atos que me falem só de ti&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E em tua forma bela e selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os dedos o teu barro o teu chão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E em tuas férteis terras enraizar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A semente do poeta Eliakin&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos seus versos inerentes ao amor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aves ruflam num arribe musical, musical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os teus seios grandes serras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grandes lagos são os teus olhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tua boca dourada, Tepequém, Suapi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terra do Caracaranã, do caju, seriguela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do buriti, do caxiri, Bem- Querer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos arraiais, do meu HI-FI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O teu importante rio chamado branco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem preconceito, de um negro ele aflui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
És Alice neste país tropical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De um cruzeiro norteando as estrelas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Norte forte macuxi Roraimeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da coragem, raça, força garimpeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cunhantã roceira, tão faceira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diamante ouro, amo-te poeira, poeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os teus seios grandes serras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grandes lagos são os teus olhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tua boca dourada, Tepequém, Suapi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terra do Caracaranã, do caju, seriguela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do buriti, do caxiri, Bem- Querer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos arraiais, do meu HI-FI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully (Roraimeira – Zeca Preto)&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música, e o Trio, logo ficaram famosos na região por enaltecerem as belezas naturais, geográficas e culturais da região. Com as letras se mesclam ritmos africanos e afro-brasileiros como coco, maxixe, samba de roda, batuques e caribenhos como merengue e salsa, o que demonstra que o alicerce da região é justamente o encontro cultural de pessoas que lutam e lutaram para viver em Roraima. Em 2015, a música se torna Hino Cultural de Roraima pelo governo do estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música e o show se tornaram nome de um movimento artístico que enaltece as diferentes culturas e a busca por identificações que são mescladas que fazem parte da região. Outro marco do movimento é o poema Cavalo Selvagem, de Eliakin Rufino:&amp;lt;blockquote&amp;gt;eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não sei o peso da sela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não tenho freio nos beiços&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nem cabresto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nem marca de ferro quente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não tenho crina cortada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não sou bicho de curral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu pasto é o campo sem fim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
para mim não existe cerca&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sigo somente o capim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
selvagem é minha alegria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de ser livre noite e dia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
selvagem é só apelido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu nome é mesmo cavalo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
cavalo solto no pasto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
veloz carreira que faço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lavrado todo atravesso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
caminhos no campo eu traço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu corro livre galope&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
transformo galope em verso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou garanhão neste campo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou rebelde alazão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou personagem de lendas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou conversa nas fazendas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou filho livre do chão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu mundo é a imensidão (Cavalo Selvagem – Eliakin Rufino)&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o artista, a letra acima refere-se aos cavalos que foram levados à região há 225 anos, em 1789, para as fazendas reais da coroa portuguesa. Com a Proclamação da República, as fazendas e os cavalos foram abandonados o que lhes garantiu uma vida livre na região. O poema pode ser lido através do processo de colonização e liberdade, de pessoas que, mesmo diante das violências, buscam a melhor forma de viverem suas vidas em liberdade e harmonia com o meio-ambiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista a reportagem &amp;quot;Música regional com o Trio Roraimeira&amp;quot; - Amazon Sat: https://www.youtube.com/watch?v=A-1TiEuHH9w&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Caldeirão de culturas e valorização regional: movimento Roraimeira completa 40 anos de história - G1: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2024/08/28/caldeirao-de-culturas-e-valorizacao-regional-movimento-roraimeira-completa-40-anos-de-historia.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ditadura militar contribuiu para genocídio dos povos indígenas - EBC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-03/ditadura-militar-contribuiu-para-genocidio-dos-povos-indigenas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caldeirão de culturas e valorização regional: Movimento Roraimeira completa 40 anos - Portal Amazonia: https://portalamazonia.com/cultura/movimento-roraimeira-40-anos/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Movimento_Rorameira_(Roraima)&amp;diff=393</id>
		<title>Movimento Rorameira (Roraima)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:22:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;636.707&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;57,25%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;7,73%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;Não há&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;97.668 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Movimento Rorameira ==&lt;br /&gt;
A constituição de Roraima como estado da federação, em 1988, representa um marco recente na história político-administrativa do extremo norte do Brasil. Contudo, essa formalização não eclipsa o denso e complexo histórico de ocupação e disputas territoriais que antecederam e moldaram o antigo território federal. Sua localização estratégica na tríplice fronteira com a Venezuela e a Guiana suscitou, ao longo dos séculos, não apenas a demarcação conflituosa de limites, mas também inúmeras tentativas de colonização por potências e grupos diversos – historicamente mencionando-se ingleses, neozelandeses, espanhóis e italianos, por exemplo. Tais incursões, frequentemente pautadas por interesses extrativistas e geopolíticos, culminaram, por consequência direta ou indireta, em processos de violência e massacres que impactaram de forma desproporcional as populações originárias e as comunidades locais. Apesar de sua recente emancipação política, o território carrega, portanto, uma história rica, marcada pela sobreposição de narrativas e pelo encontro (muitas vezes forçado) de diversas culturas e povos. O foco desta análise, contudo, será direcionado à história recente e à gênese do Movimento Rorameira, considerando esse substrato histórico-geográfico como pano de fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1943, o presidente Getúlio Vargas cria cinco territórios nacionais com o intuito de desmembrar o Amazonas: Guaporé (atual Rondônia), Amapá, Ponta Porã (extinto), Iguassu (extinto) e o Território Rio Branco (atual Roraima). Com os novos territórios, criou-se a Divisão de Produção, Terra e Colonização (DPTC) que, como o nome sugere, tinha como intuito “desbravar” e colonizar a região conhecida pela densidade da floresta amazônica. Nesse mesmo período foram criadas as primeiras colônias agrícolas que fizeram crescer a migração para a região, sobretudo de maranhenses para quem foram prometidas terras, passagem, hospedagem, ferramentas e dinheiro mensal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na década de 1960, o Território do Rio Branco passa a denominar-se Território de Roraima. Entre a década de 1960 e 1970, durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), os militares ampliaram sua atuação no “desenvolvimento” na região. Mas, na verdade, a ditadura militar trouxe fome, miséria, doença e morte de milhares de indígenas Yanomami em Roraima, um grupo que até hoje sofre com a cicatriz aberta da colonização e da ditadura. Nesse período, terras indígenas foram tomadas para a ampliação da fronteira agrícola e exploração mineral e de energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1980, ainda com a tentativa de exploração da região, fora descoberto que o estado possuía enorme quantitativo de ouro, o que intensificou mais o roubo das terras indígenas: entre 1987 e 1991, foram construídas oito pistas clandestinas no território Yanomami para facilitar o transporte do metal. O ouro também foi um atrativo para pessoas de diferentes regiões que buscavam melhorar de vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, assim como em todo o Brasil, os anos 1980 demarcaram a intensificação da luta contra a ditadura, bem como uma tentativa de se pensar que país que se almejava depois de tanto tempo de violência, boicote à cultura e morte. Sem sombra de dúvidas, a arte e, em especial, a música foi uma das ferramentas mais importantes de contestação e tentativa de se pensar o futuro da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1984, ocorre o 2º Festival de Música de Roraima e o artista, cantor e compositor Zeca Preto lança a música “Roraimeira” que ganha o segundo lugar na competição. No mês seguinte, ele, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa se apresentam no Teatro Amazonas com o nome Trio Rorameira, demarcando o início de um movimento que já tinha a semente plantada no solo do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta era mostrar para a população local e de fora que o estado era mais que os buracos e barulhos causados pelo garimpo. Veja a letra a seguir: &amp;lt;blockquote&amp;gt;Te achei na grande América do sul&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero atos que me falem só de ti&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E em tua forma bela e selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os dedos o teu barro o teu chão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E em tuas férteis terras enraizar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A semente do poeta Eliakin&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos seus versos inerentes ao amor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aves ruflam num arribe musical, musical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os teus seios grandes serras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grandes lagos são os teus olhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tua boca dourada, Tepequém, Suapi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terra do Caracaranã, do caju, seriguela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do buriti, do caxiri, Bem- Querer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos arraiais, do meu HI-FI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O teu importante rio chamado branco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem preconceito, de um negro ele aflui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
És Alice neste país tropical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De um cruzeiro norteando as estrelas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Norte forte macuxi Roraimeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da coragem, raça, força garimpeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cunhantã roceira, tão faceira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diamante ouro, amo-te poeira, poeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os teus seios grandes serras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grandes lagos são os teus olhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tua boca dourada, Tepequém, Suapi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terra do Caracaranã, do caju, seriguela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do buriti, do caxiri, Bem- Querer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos arraiais, do meu HI-FI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da morena bonita do aroma de patchully (Roraimeira – Zeca Preto)&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música, e o Trio, logo ficaram famosos na região por enaltecerem as belezas naturais, geográficas e culturais da região. Com as letras se mesclam ritmos africanos e afro-brasileiros como coco, maxixe, samba de roda, batuques e caribenhos como merengue e salsa, o que demonstra que o alicerce da região é justamente o encontro cultural de pessoas que lutam e lutaram para viver em Roraima. Em 2015, a música se torna Hino Cultural de Roraima pelo governo do estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música e o show se tornaram nome de um movimento artístico que enaltece as diferentes culturas e a busca por identificações que são mescladas que fazem parte da região. Outro marco do movimento é o poema Cavalo Selvagem, de Eliakin Rufino:&amp;lt;blockquote&amp;gt;eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não sei o peso da sela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não tenho freio nos beiços&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nem cabresto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nem marca de ferro quente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não tenho crina cortada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não sou bicho de curral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu pasto é o campo sem fim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
para mim não existe cerca&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sigo somente o capim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
selvagem é minha alegria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de ser livre noite e dia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
selvagem é só apelido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu nome é mesmo cavalo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
cavalo solto no pasto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
veloz carreira que faço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lavrado todo atravesso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
caminhos no campo eu traço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu corro livre galope&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
transformo galope em verso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou garanhão neste campo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou rebelde alazão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou personagem de lendas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou conversa nas fazendas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou filho livre do chão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu sou cavalo selvagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meu mundo é a imensidão (Cavalo Selvagem – Eliakin Rufino)&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o artista, a letra acima refere-se aos cavalos que foram levados à região há 225 anos, em 1789, para as fazendas reais da coroa portuguesa. Com a Proclamação da República, as fazendas e os cavalos foram abandonados o que lhes garantiu uma vida livre na região. O poema pode ser lido através do processo de colonização e liberdade, de pessoas que, mesmo diante das violências, buscam a melhor forma de viverem suas vidas em liberdade e harmonia com o meio-ambiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista a reportagem &amp;quot;Música regional com o Trio Roraimeira&amp;quot; - Amazon Sat: https://www.youtube.com/watch?v=A-1TiEuHH9w&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Caldeirão de culturas e valorização regional: movimento Roraimeira completa 40 anos de história - G1: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2024/08/28/caldeirao-de-culturas-e-valorizacao-regional-movimento-roraimeira-completa-40-anos-de-historia.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ditadura militar contribuiu para genocídio dos povos indígenas - EBC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-03/ditadura-militar-contribuiu-para-genocidio-dos-povos-indigenas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caldeirão de culturas e valorização regional: Movimento Roraimeira completa 40 anos - Portal Amazonia: https://portalamazonia.com/cultura/movimento-roraimeira-40-anos/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Roraima_in_Brazil.svg.png&amp;diff=392</id>
		<title>Arquivo:Roraima in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T14:22:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Roraima_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Roraima_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Carolina_Melo&amp;diff=391</id>
		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T14:13:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: movimento rorameira&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Barbadianos_(Rond%C3%B4nia)&amp;diff=390</id>
		<title>Barbadianos (Rondônia)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:11:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Rondonia in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Rondônia em destaque]]&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;1.581.196&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;59,24%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;8,65&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;2.925&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;21.146 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Barbadianos em Rondônia ==&lt;br /&gt;
Barbadiano é o nome genérico dado aos milhares de afro-antilhanos que migraram para o norte do Brasil como trabalhadores de empresas estrangeiras, normalmente inglesas, responsáveis pelas construções de ferrovias durante o que ficou conhecido como Ciclo da Borracha. Inúmeras famílias da ilha de Barbados se alocaram na capital de Rondônia, Porto Velho, para trabalharem na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907 – 1912). Tal estrada também demarca a criação de Porto Velho, fundada em 1907. Nesse sentido, a migração dos barbadianos é fundamental para cidade e região.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:BRB orthographic.svg.png|miniaturadaimagem|Localização de Barbados]]&lt;br /&gt;
O aumento do cultivo e extração do da borracha esteve presente em diferentes partes do mundo pois seu produto era matéria-prima essencial no processo de colonização e industrialização no final do século XIX. Um desses países foi a Bolívia. Todavia, ela não possuía caminhos que chegassem aos oceanos, sobretudo o Atlântico, de maneira que pudesse exportar seus produtos. O Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição firmados entre Brasil e Bolívia (1867) deu esperança para sua chegada ao Atlântico por meio da estrada. Inúmeras tentativas de utilização de portos e construção de malhas de ferro foram em vão. A floresta amazônica fora o que mais dificultou esse projeto de colonização: malária, disenteria, pneumonia, inúmeras mortes de trabalhadores marcaram essa tentativa.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:1200px-Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho - RO.jpg|miniaturadaimagem|Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho]]&lt;br /&gt;
Somente com o Tratado de Petrópolis, em 1903, fora decidido que o Brasil seria responsável pela construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (E.F.M.M.), realizada pela empresa inglesa May, Jekyll &amp;amp; Randolph que reiniciou a construção em 1907. Quase meio século depois, a Bolívia tivera acesso ao oceano, mas quem controlava a exportação da borracha amazônica era a Grã-Bretanha. Para se ter uma noção do processo, o país foi responsável pelo roubo e tráfico de inúmeras sementes e mudas de seringueiras que foram enviadas para a Ásia que, entre 1913 e 1918, durante o declínio da produção e extração no Brasil, passou a produzir mais quatrocentas toneladas de borracha ao ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a construção da ferrovia, chegaram pessoas de inúmeros países, mas o maior número foi o de Barbados, um dos únicos grupos que puderam migrar com os familiares. Com o fim da escravização nas colônias britânicas, inúmeros afro-antilhanos migraram. No caso dos Barbadianos, eles foram cogitados para a essa região por terem como língua oficial o inglês – importante pois todos os manuais e expertise eram comunicados nesse idioma – e por já terem experiência na construção de ferrovias. Todavia, eles não trouxeram apenas a força de trabalho, mas também culturas e formas de estarem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das contribuições principais dos barbadianos é referente à educação: a primeira escola criada na cidade foi criada por eles para seus filhos. A alfabetização das crianças era realizada pelas mulheres e mães da comunidade. Na escola, se aprendia em inglês e os materiais didáticos eram trazidos da Grã-Bretanha. Essa primeira escola não possuía prédio específico e as aulas ocorriam nas casas e quintais e no galpão da E.F.M.M.. Inúmeras de suas descendentes atuaram e ainda atuam na área da educação: na primeira escola pública da cidade, inúmeras trabalharam como professoras, assim como na estruturação do ensino médio e superior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A religião também fora algo importante: devido à colonização britânica, maioria das famílias eram protestantes. Eles foram um dos responsáveis por criar a comunidade evangélica de Porto Velho. Nas igrejas, eles ocupavam os corais e tocavam, devido suas experiências anteriores. E, por fim, a primeira enfermeira da cidade foi a barbadiana Lucinda Shockness.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, é possível observar a contribuição de matriz africana em Porto Velho de maneira específica. Os Barbadianos são figuras fundamentais para entender a cidade e a construção de um país marcado pelo encontro de diferentes diásporas africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista a reportagem &amp;quot;OS BARBADIANOS e a Estrada de Ferro Madeira Mamoré&amp;quot; disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FdEVCjneAAQ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Descendentes de barbadianos comentam a transição da ilha para república: &#039;Tentativa de reparação histórica&#039; - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2021/12/05/descendentes-de-barbadianos-comentam-a-transicao-da-ilha-para-republica-tentativa-de-reparacao-historica.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;Mais da metade da população&#039;: entenda como aconteceu o processo migratório dos negros para RO - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2023/11/22/mais-da-metade-da-populacao-entenda-como-aconteceu-o-processo-migratorio-dos-negros-para-ro.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DIÁSPORA BARBADIANA E O LEGADO EDUCACIONAL EM PORTO VELHO - ELISANGELA LIMA DE CARVALHO SCHUINDT: https://oestrangeiro.org/wp-content/uploads/2017/06/dissertac3a7c3a3o-barbadianos-elisangela-schuindt.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:BRB_orthographic.svg.png&amp;diff=389</id>
		<title>Arquivo:BRB orthographic.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T14:10:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:BRB_orthographic.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:BRB_orthographic.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Barbadianos_(Rond%C3%B4nia)&amp;diff=388</id>
		<title>Barbadianos (Rondônia)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Barbadianos_(Rond%C3%B4nia)&amp;diff=388"/>
		<updated>2025-11-10T14:08:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa e imagem&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Rondonia in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Rondônia em destaque]]&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;1.581.196&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;59,24%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;8,65&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;2.925&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;21.146 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Barbadianos em Rondônia ==&lt;br /&gt;
Barbadiano é o nome genérico dado aos milhares de afro-antilhanos que migraram para o norte do Brasil como trabalhadores de empresas estrangeiras, normalmente inglesas, responsáveis pelas construções de ferrovias durante o que ficou conhecido como Ciclo da Borracha. Inúmeras famílias da ilha de Barbados se alocaram na capital de Rondônia, Porto Velho, para trabalharem na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907 – 1912). Tal estrada também demarca a criação de Porto Velho, fundada em 1907. Nesse sentido, a migração dos barbadianos é fundamental para cidade e região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento do cultivo e extração do da borracha esteve presente em diferentes partes do mundo pois seu produto era matéria-prima essencial no processo de colonização e industrialização no final do século XIX. Um desses países foi a Bolívia. Todavia, ela não possuía caminhos que chegassem aos oceanos, sobretudo o Atlântico, de maneira que pudesse exportar seus produtos. O Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição firmados entre Brasil e Bolívia (1867) deu esperança para sua chegada ao Atlântico por meio da estrada. Inúmeras tentativas de utilização de portos e construção de malhas de ferro foram em vão. A floresta amazônica fora o que mais dificultou esse projeto de colonização: malária, disenteria, pneumonia, inúmeras mortes de trabalhadores marcaram essa tentativa.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:1200px-Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho - RO.jpg|miniaturadaimagem|Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho]]&lt;br /&gt;
Somente com o Tratado de Petrópolis, em 1903, fora decidido que o Brasil seria responsável pela construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (E.F.M.M.), realizada pela empresa inglesa May, Jekyll &amp;amp; Randolph que reiniciou a construção em 1907. Quase meio século depois, a Bolívia tivera acesso ao oceano, mas quem controlava a exportação da borracha amazônica era a Grã-Bretanha. Para se ter uma noção do processo, o país foi responsável pelo roubo e tráfico de inúmeras sementes e mudas de seringueiras que foram enviadas para a Ásia que, entre 1913 e 1918, durante o declínio da produção e extração no Brasil, passou a produzir mais quatrocentas toneladas de borracha ao ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a construção da ferrovia, chegaram pessoas de inúmeros países, mas o maior número foi o de Barbados, um dos únicos grupos que puderam migrar com os familiares. Com o fim da escravização nas colônias britânicas, inúmeros afro-antilhanos migraram. No caso dos Barbadianos, eles foram cogitados para a essa região por terem como língua oficial o inglês – importante pois todos os manuais e expertise eram comunicados nesse idioma – e por já terem experiência na construção de ferrovias. Todavia, eles não trouxeram apenas a força de trabalho, mas também culturas e formas de estarem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das contribuições principais dos barbadianos é referente à educação: a primeira escola criada na cidade foi criada por eles para seus filhos. A alfabetização das crianças era realizada pelas mulheres e mães da comunidade. Na escola, se aprendia em inglês e os materiais didáticos eram trazidos da Grã-Bretanha. Essa primeira escola não possuía prédio específico e as aulas ocorriam nas casas e quintais e no galpão da E.F.M.M.. Inúmeras de suas descendentes atuaram e ainda atuam na área da educação: na primeira escola pública da cidade, inúmeras trabalharam como professoras, assim como na estruturação do ensino médio e superior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A religião também fora algo importante: devido à colonização britânica, maioria das famílias eram protestantes. Eles foram um dos responsáveis por criar a comunidade evangélica de Porto Velho. Nas igrejas, eles ocupavam os corais e tocavam, devido suas experiências anteriores. E, por fim, a primeira enfermeira da cidade foi a barbadiana Lucinda Shockness.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, é possível observar a contribuição de matriz africana em Porto Velho de maneira específica. Os Barbadianos são figuras fundamentais para entender a cidade e a construção de um país marcado pelo encontro de diferentes diásporas africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista a reportagem &amp;quot;OS BARBADIANOS e a Estrada de Ferro Madeira Mamoré&amp;quot; disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FdEVCjneAAQ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Descendentes de barbadianos comentam a transição da ilha para república: &#039;Tentativa de reparação histórica&#039; - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2021/12/05/descendentes-de-barbadianos-comentam-a-transicao-da-ilha-para-republica-tentativa-de-reparacao-historica.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;Mais da metade da população&#039;: entenda como aconteceu o processo migratório dos negros para RO - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2023/11/22/mais-da-metade-da-populacao-entenda-como-aconteceu-o-processo-migratorio-dos-negros-para-ro.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DIÁSPORA BARBADIANA E O LEGADO EDUCACIONAL EM PORTO VELHO - ELISANGELA LIMA DE CARVALHO SCHUINDT: https://oestrangeiro.org/wp-content/uploads/2017/06/dissertac3a7c3a3o-barbadianos-elisangela-schuindt.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
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		<title>Arquivo:1200px-Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho - RO.jpg</title>
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		<updated>2025-11-10T14:04:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:P%C3%A1tio_da_Estrada_de_Ferro_Madeira-Mamor%C3%A9_em_Porto_Velho_-_RO.jpg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:P%C3%A1tio_da_Estrada_de_Ferro_Madeira-Mamor%C3%A9_em_Porto_Velho_-_RO.jpg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Rondonia_in_Brazil.svg.png&amp;diff=386</id>
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		<updated>2025-11-10T14:04:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rondonia_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rondonia_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Barbadianos (Rondônia)</title>
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		<updated>2025-11-10T14:03:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;1.581.196&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;59,24 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;8,65&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;2.925&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;21.146 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Barbadianos em Rondônia ==&lt;br /&gt;
Barbadiano é o nome genérico dado aos milhares de afro-antilhanos que migraram para o norte do Brasil como trabalhadores de empresas estrangeiras, normalmente inglesas, responsáveis pelas construções de ferrovias durante o que ficou conhecido como Ciclo da Borracha. Inúmeras famílias da ilha de Barbados se alocaram na capital de Rondônia, Porto Velho, para trabalharem na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907 – 1912). Tal estrada também demarca a criação de Porto Velho, fundada em 1907. Nesse sentido, a migração dos barbadianos é fundamental para cidade e região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento do cultivo e extração do da borracha esteve presente em diferentes partes do mundo pois seu produto era matéria-prima essencial no processo de colonização e industrialização no final do século XIX. Um desses países foi a Bolívia. Todavia, ela não possuía caminhos que chegassem aos oceanos, sobretudo o Atlântico, de maneira que pudesse exportar seus produtos. O Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição firmados entre Brasil e Bolívia (1867) deu esperança para sua chegada ao Atlântico por meio da estrada. Inúmeras tentativas de utilização de portos e construção de malhas de ferro foram em vão. A floresta amazônica fora o que mais dificultou esse projeto de colonização: malária, disenteria, pneumonia, inúmeras mortes de trabalhadores marcaram essa tentativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente com o Tratado de Petrópolis, em 1903, fora decidido que o Brasil seria responsável pela construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (E.F.M.M.), realizada pela empresa inglesa May, Jekyll &amp;amp; Randolph que reiniciou a construção em 1907. Quase meio século depois, a Bolívia tivera acesso ao oceano, mas quem controlava a exportação da borracha amazônica era a Grã-Bretanha. Para se ter uma noção do processo, o país foi responsável pelo roubo e tráfico de inúmeras sementes e mudas de seringueiras que foram enviadas para a Ásia que, entre 1913 e 1918, durante o declínio da produção e extração no Brasil, passou a produzir mais quatrocentas toneladas de borracha ao ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a construção da ferrovia, chegaram pessoas de inúmeros países, mas o maior número foi o de Barbados, um dos únicos grupos que puderam migrar com os familiares. Com o fim da escravização nas colônias britânicas, inúmeros afro-antilhanos migraram. No caso dos Barbadianos, eles foram cogitados para a essa região por terem como língua oficial o inglês – importante pois todos os manuais e expertise eram comunicados nesse idioma – e por já terem experiência na construção de ferrovias. Todavia, eles não trouxeram apenas a força de trabalho, mas também culturas e formas de estarem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das contribuições principais dos barbadianos é referente à educação: a primeira escola criada na cidade foi criada por eles para seus filhos. A alfabetização das crianças era realizada pelas mulheres e mães da comunidade. Na escola, se aprendia em inglês e os materiais didáticos eram trazidos da Grã-Bretanha. Essa primeira escola não possuía prédio específico e as aulas ocorriam nas casas e quintais e no galpão da E.F.M.M.. Inúmeras de suas descendentes atuaram e ainda atuam na área da educação: na primeira escola pública da cidade, inúmeras trabalharam como professoras, assim como na estruturação do ensino médio e superior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A religião também fora algo importante: devido à colonização britânica, maioria das famílias eram protestantes. Eles foram um dos responsáveis por criar a comunidade evangélica de Porto Velho. Nas igrejas, eles ocupavam os corais e tocavam, devido suas experiências anteriores. E, por fim, a primeira enfermeira da cidade foi a barbadiana Lucinda Shockness.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, é possível observar a contribuição de matriz africana em Porto Velho de maneira específica. Os Barbadianos são figuras fundamentais para entender a cidade e a construção de um país marcado pelo encontro de diferentes diásporas africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista a reportagem &amp;quot;OS BARBADIANOS e a Estrada de Ferro Madeira Mamoré&amp;quot; disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FdEVCjneAAQ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Descendentes de barbadianos comentam a transição da ilha para república: &#039;Tentativa de reparação histórica&#039; - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2021/12/05/descendentes-de-barbadianos-comentam-a-transicao-da-ilha-para-republica-tentativa-de-reparacao-historica.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;Mais da metade da população&#039;: entenda como aconteceu o processo migratório dos negros para RO - G1: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2023/11/22/mais-da-metade-da-populacao-entenda-como-aconteceu-o-processo-migratorio-dos-negros-para-ro.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A DIÁSPORA BARBADIANA E O LEGADO EDUCACIONAL EM PORTO VELHO - ELISANGELA LIMA DE CARVALHO SCHUINDT: https://oestrangeiro.org/wp-content/uploads/2017/06/dissertac3a7c3a3o-barbadianos-elisangela-schuindt.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Carolina_Melo&amp;diff=384</id>
		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T13:50:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Barbadianos&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Barbadianos (Rondônia)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Invernada_Paiol_de_Telha_(Paran%C3%A1)&amp;diff=383</id>
		<title>Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:48:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Parana in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com o estado do Paraná em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;11.444.380&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;30,06%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;4,24%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;7.113&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;30.466 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha ==&lt;br /&gt;
A Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha é a primeira comunidade quilombola reconhecida do estado do Paraná, em 2005. E, para esse reconhecimento, travou-se uma luta, ainda existente, por terra e dignidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1866, Balbina Siqueira faz um testamento deixando sua fazenda, localizada no município de Reserva de Iguaçu, para onze de seus trabalhadores escravizados e suas famílias. No local, as famílias foram crescendo e as atividades agrícolas continuaram. Todavia, desde o final do século XIX, eles passaram por inúmeras tentativas de desapropriação e violência. Em 1895, Pedro Lustosa, sobrinho de Balbina, engloba o território, afirmando que as famílias deveriam ocupar uma área denominada Fundão. Mesmo que o testamento deixasse ambíguo a área ocupada, Lustosa utilizou-se desse fato para diminuir as terras que as famílias tinham por direito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo no Fundão, a comunidade se organizava e se ajudava mutualmente: plantavam, colhiam, faziam festividades para santos e anjos. Em suma, viviam em harmonia com a natureza e entre si. As Recomendas, por exemplo, eram procissões de pessoas que iam de casa em casa para rezar pelas famílias e pessoas que já haviam partido. Esta ocorria normalmente durante a Quaresma. Já o Puxirão ocorria em novembro, nele havia mutirões para cuidar do roçado das comunidades, a forma de pagamento era a alimentação e os bailes que ocorriam durante a noite. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na década de 1960, a tentativa de expropriação aumenta: processos de grilagem, casas e pomares queimados... Diante de tanta violência, as famílias migram para cidade, a fim de trabalharem para sobreviver. Até hoje, grande parte das terras são ocupadas pela Cooperativa Agrária Agroindustrial Entre Rios cuja qual tentou barrar o INCRA de realizar a demarcação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo que a terra era da comunidade por direito, em 1993, 63 famílias reocupam a terra, mas, novamente, são expulsos. Dois anos depois, como forma de reivindicação, eles formam o acampamento Barranco em frente à fazenda. O acampamento não possuía energia elétrica, banheiro e os barracos eram feitos de lonas. Se por um lado havia o medo da violência, por outro, havia a certeza na luta coletiva e por direitos já garantidos. Algumas famílias ficaram um ano, outras ficaram quinze anos no acampamento. Em 1998, algumas das famílias que ficaram no acampamento são assentadas pelo INCRA em uma fazenda na Colônia Socorro, no município de Guarapuava. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A luta da comunidade é amplamente divulgada nos noticiários e em 2005 Paiol de Telha recebe a certidão reconhecimento da Fundação Cultural Palmares. Somente em 2013 houve a primeira vitória judicial: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vota, em unanimidade, pela continuidade da política de titulação dos territórios quilombolas. Esse resultado contribuiu para que, em 2019, Paiol de Telha se tornasse o primeiro território quilombola titulado no estado do Paraná. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conquistas ocorreram após mais de século de luta e unificação da comunidade, mas isso não significa que tudo está garantido. Como afirmado pela quilombola Ana Maria Santos da Cruz, agora a luta é por políticas públicas que garantam uma maneira de viver digna: moradias, energia elétrica, saneamento básico e escolas ainda estão no horizonte de expectativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista os vídeos ‘Quilombo Paiol de Telha’ produzido pela Terra de Direitos: https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/https://www.youtube.com/playlist?list=PLd9ochstbzAyRZktRxlOFmPjGse24G2W6&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Paiol de Telha - Terra de Direitos: https://terradedireitos.org.br/casos-emblematicos/comunidade-quilombola-paiol-de-telha/12527&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PR – Quilombolas da Invernada do Paiol de Telha: há mais de cem anos lutando por suas terras - Mapa de Conflitos: https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/pr-quilombolas-da-invernada-do-paiol-de-telha-ha-mais-de-cem-anos-lutando-por-suas-terras/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro quilombo titulado no Paraná ainda luta por terra - Brasil de Fato: https://www.brasildefato.com.br/2019/11/20/primeiro-quilombo-titulado-no-parana-ainda-luta-por-terra/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Invernada_Paiol_de_Telha_(Paran%C3%A1)&amp;diff=382</id>
		<title>Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:48:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;11.444.380&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;30,06%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;4,24%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;7.113&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;30.466 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha ==&lt;br /&gt;
A Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha é a primeira comunidade quilombola reconhecida do estado do Paraná, em 2005. E, para esse reconhecimento, travou-se uma luta, ainda existente, por terra e dignidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1866, Balbina Siqueira faz um testamento deixando sua fazenda, localizada no município de Reserva de Iguaçu, para onze de seus trabalhadores escravizados e suas famílias. No local, as famílias foram crescendo e as atividades agrícolas continuaram. Todavia, desde o final do século XIX, eles passaram por inúmeras tentativas de desapropriação e violência. Em 1895, Pedro Lustosa, sobrinho de Balbina, engloba o território, afirmando que as famílias deveriam ocupar uma área denominada Fundão. Mesmo que o testamento deixasse ambíguo a área ocupada, Lustosa utilizou-se desse fato para diminuir as terras que as famílias tinham por direito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo no Fundão, a comunidade se organizava e se ajudava mutualmente: plantavam, colhiam, faziam festividades para santos e anjos. Em suma, viviam em harmonia com a natureza e entre si. As Recomendas, por exemplo, eram procissões de pessoas que iam de casa em casa para rezar pelas famílias e pessoas que já haviam partido. Esta ocorria normalmente durante a Quaresma. Já o Puxirão ocorria em novembro, nele havia mutirões para cuidar do roçado das comunidades, a forma de pagamento era a alimentação e os bailes que ocorriam durante a noite. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na década de 1960, a tentativa de expropriação aumenta: processos de grilagem, casas e pomares queimados... Diante de tanta violência, as famílias migram para cidade, a fim de trabalharem para sobreviver. Até hoje, grande parte das terras são ocupadas pela Cooperativa Agrária Agroindustrial Entre Rios cuja qual tentou barrar o INCRA de realizar a demarcação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo que a terra era da comunidade por direito, em 1993, 63 famílias reocupam a terra, mas, novamente, são expulsos. Dois anos depois, como forma de reivindicação, eles formam o acampamento Barranco em frente à fazenda. O acampamento não possuía energia elétrica, banheiro e os barracos eram feitos de lonas. Se por um lado havia o medo da violência, por outro, havia a certeza na luta coletiva e por direitos já garantidos. Algumas famílias ficaram um ano, outras ficaram quinze anos no acampamento. Em 1998, algumas das famílias que ficaram no acampamento são assentadas pelo INCRA em uma fazenda na Colônia Socorro, no município de Guarapuava. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A luta da comunidade é amplamente divulgada nos noticiários e em 2005 Paiol de Telha recebe a certidão reconhecimento da Fundação Cultural Palmares. Somente em 2013 houve a primeira vitória judicial: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vota, em unanimidade, pela continuidade da política de titulação dos territórios quilombolas. Esse resultado contribuiu para que, em 2019, Paiol de Telha se tornasse o primeiro território quilombola titulado no estado do Paraná. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conquistas ocorreram após mais de século de luta e unificação da comunidade, mas isso não significa que tudo está garantido. Como afirmado pela quilombola Ana Maria Santos da Cruz, agora a luta é por políticas públicas que garantam uma maneira de viver digna: moradias, energia elétrica, saneamento básico e escolas ainda estão no horizonte de expectativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista os vídeos ‘Quilombo Paiol de Telha’ produzido pela Terra de Direitos: https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/https://www.youtube.com/playlist?list=PLd9ochstbzAyRZktRxlOFmPjGse24G2W6&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Paiol de Telha - Terra de Direitos: https://terradedireitos.org.br/casos-emblematicos/comunidade-quilombola-paiol-de-telha/12527&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PR – Quilombolas da Invernada do Paiol de Telha: há mais de cem anos lutando por suas terras - Mapa de Conflitos: https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/pr-quilombolas-da-invernada-do-paiol-de-telha-ha-mais-de-cem-anos-lutando-por-suas-terras/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro quilombo titulado no Paraná ainda luta por terra - Brasil de Fato: https://www.brasildefato.com.br/2019/11/20/primeiro-quilombo-titulado-no-parana-ainda-luta-por-terra/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Parana_in_Brazil.svg.png&amp;diff=381</id>
		<title>Arquivo:Parana in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T13:47:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parana_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parana_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Invernada_Paiol_de_Telha_(Paran%C3%A1)&amp;diff=380</id>
		<title>Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:46:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;11.444.380&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;30,06%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;4,24%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;7.113&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;30.466 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha ==&lt;br /&gt;
A Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha é a primeira comunidade quilombola reconhecida do estado do Paraná, em 2005. E, para esse reconhecimento, travou-se uma luta, ainda existente, por terra e dignidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1866, Balbina Siqueira faz um testamento deixando sua fazenda, localizada no município de Reserva de Iguaçu, para onze de seus trabalhadores escravizados e suas famílias. No local, as famílias foram crescendo e as atividades agrícolas continuaram. Todavia, desde o final do século XIX, eles passaram por inúmeras tentativas de desapropriação e violência. Em 1895, Pedro Lustosa, sobrinho de Balbina, engloba o território, afirmando que as famílias deveriam ocupar uma área denominada Fundão. Mesmo que o testamento deixasse ambíguo a área ocupada, Lustosa utilizou-se desse fato para diminuir as terras que as famílias tinham por direito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo no Fundão, a comunidade se organizava e se ajudava mutualmente: plantavam, colhiam, faziam festividades para santos e anjos. Em suma, viviam em harmonia com a natureza e entre si. As Recomendas, por exemplo, eram procissões de pessoas que iam de casa em casa para rezar pelas famílias e pessoas que já haviam partido. Esta ocorria normalmente durante a Quaresma. Já o Puxirão ocorria em novembro, nele havia mutirões para cuidar do roçado das comunidades, a forma de pagamento era a alimentação e os bailes que ocorriam durante a noite. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na década de 1960, a tentativa de expropriação aumenta: processos de grilagem, casas e pomares queimados... Diante de tanta violência, as famílias migram para cidade, a fim de trabalharem para sobreviver. Até hoje, grande parte das terras são ocupadas pela Cooperativa Agrária Agroindustrial Entre Rios cuja qual tentou barrar o INCRA de realizar a demarcação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo que a terra era da comunidade por direito, em 1993, 63 famílias reocupam a terra, mas, novamente, são expulsos. Dois anos depois, como forma de reivindicação, eles formam o acampamento Barranco em frente à fazenda. O acampamento não possuía energia elétrica, banheiro e os barracos eram feitos de lonas. Se por um lado havia o medo da violência, por outro, havia a certeza na luta coletiva e por direitos já garantidos. Algumas famílias ficaram um ano, outras ficaram quinze anos no acampamento. Em 1998, algumas das famílias que ficaram no acampamento são assentadas pelo INCRA em uma fazenda na Colônia Socorro, no município de Guarapuava. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A luta da comunidade é amplamente divulgada nos noticiários e em 2005 Paiol de Telha recebe a certidão reconhecimento da Fundação Cultural Palmares. Somente em 2013 houve a primeira vitória judicial: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vota, em unanimidade, pela continuidade da política de titulação dos territórios quilombolas. Esse resultado contribuiu para que, em 2019, Paiol de Telha se tornasse o primeiro território quilombola titulado no estado do Paraná. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conquistas ocorreram após mais de século de luta e unificação da comunidade, mas isso não significa que tudo está garantido. Como afirmado pela quilombola Ana Maria Santos da Cruz, agora a luta é por políticas públicas que garantam uma maneira de viver digna: moradias, energia elétrica, saneamento básico e escolas ainda estão no horizonte de expectativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assista os vídeos ‘Quilombo Paiol de Telha’ produzido pela Terra de Direitos: https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/https://www.youtube.com/playlist?list=PLd9ochstbzAyRZktRxlOFmPjGse24G2W6&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fontes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Paiol de Telha - Terra de Direitos: https://terradedireitos.org.br/casos-emblematicos/comunidade-quilombola-paiol-de-telha/12527&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PR – Quilombolas da Invernada do Paiol de Telha: há mais de cem anos lutando por suas terras - Mapa de Conflitos: https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/pr-quilombolas-da-invernada-do-paiol-de-telha-ha-mais-de-cem-anos-lutando-por-suas-terras/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro quilombo titulado no Paraná ainda luta por terra - Brasil de Fato: https://www.brasildefato.com.br/2019/11/20/primeiro-quilombo-titulado-no-parana-ainda-luta-por-terra/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Carolina_Melo&amp;diff=379</id>
		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T13:39:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=378</id>
		<title>Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:35:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Mato Grosso do Sul in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Mato Grosso do Sul em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;2.757.013&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;46,93%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;6,5%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;2.572&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;116.469 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Tia Eva ==&lt;br /&gt;
A criação da comunidade quilombola Tia Eva está diretamente conectada com a fundação da capital do estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. A trajetória de Eva Maria de Jesus nos mostra a luta individual e coletiva de descendentes de africanos por terra e dignidade principalmente através da fé. Sua história é recontada por seus descendentes pelo fio de uma memória compartilhada. Assim, tanto a trajetória de Tia Eva quanto o nome da comunidade quilombola que leva seu nome, evidencia uma forma de estar e ser no mundo que mescla cuidado, sonhos e fé em um mundo melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eva nasceu em 1848 na Fazenda Ariranha, localizada na cidade Jataí em Goiás. Na época, a cidade era um polo de comércio de escravizados no Sudoeste de Goiás. Escravizada, ela desempenhava papéis domésticos, principalmente na cozinha.  Nos anos de 1870, ela dá luz às suas filhas e é nesse mesmo período que, durante a feitura de doces, um tacho de banha fervente cai em sua perna, criando uma queimadura que nunca cicatrizava. A perna passa a ter um cheiro ruim, o que fez com que ela fosse transferida para outro cômodo para fazer sabão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dono da Fazenda era conhecido por ser cruel com os escravizados. São inúmeros relatos que ela contara para seus descendentes: havia dias específicos para torturas onde se utilizavam os mais diferentes de materiais e ferramentas. Em um caso específico, o dono pede para uma escravizada jogar sua criança no rio para matá-la, pois ele se incomodava com o choro da criança que estava doente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses casos só aumentaram o desejo de Eva de sair daquele lugar e procurar um onde ela e os outros pudessem viver de forma livre e digna. Para isso, ela fez uma promessa para São Benedito: em um dia de tortura coletiva, ela pede que, se ele a ajudasse sair dali ela iria achar um lugar onde as pessoas de sua cor seriam livres e independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo período, ela passa a ser reconhecida na fazenda e seus arredores como benzedeira e chamada de Tia Eva. Várias pessoas procuravam seus serviços, escravizados, pessoas negras livres e pessoas brancas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o fim legal da escravização, em 1888, Eva não possuía condições de sustentar suas filhas e, por isso, continua a trabalhar na fazenda. Com seu trabalho de benzedeira e recebendo bem pouco na fazenda, ela passa a construir um pecúlio (carro de bois, porcos e galinhas). Um dia, ela consegue curar a filha de um homem importante que, como forma de agradecimento, lhe dá algumas cabeças de boi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1904, ela consegue iniciar os preparativos para sair do lugar que lhe fez presenciar tanta dor. Por coincidência ou não, um grupo de ex-escravizados de Uberaba chega à Jataí rumo a Mato Grosso. Eles se consideravam uma Irmandade, ou seja, um grupo que se considerava irmãos por solidariedade e objetivos de liberdade. Em Jataí, outros se juntam à viagem, incluindo Eva e seus familiares. A viagem até a capital demora alguns meses e, quando chegam nas fronteiras do estado, eles precisam ser cadastrados. Assim, eles escolhem sobrenomes que antes não possuíam: Borges, Martins, Custódio, Caetano, Souza e Pinto foram alguns dos escolhidos e presentes até hoje na região. A família de Eva escolhera o sobrenome Jesus. A utilização de sobrenomes comuns reforçara a solidariedade dos grupos de pessoas negras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, a Irmandade chega na hoje capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. As terras nas quais se instalaram na mata próxima ao córrego Segredo, desvalorizadas por serem consideradas inaptas para o cultivo de gado. Sua fé em São Benedito, novamente, se mescla com a história da comunidade quilombola quando ela lhe faz uma promessa que construiria uma igreja para ele se ela se ferida na perna fosse curada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que se instalaram, sua perna melhorou e, como prometido, ela construíra uma igreja para São Benedito de pau a pique, sendo a segunda igreja do município. Na comunidade eram produzidos doces, azeites, objetos de madeira. Muitas mulheres trabalhavam prestando serviços domésticos e de cuidado, enquanto os homens na construção civil. Em 1910, Tia Eva fez o requerimento de oito hectares ao governo do município pago por 85 mil réis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1918, Campo Grande se torna cidade e a Igreja de São Benedito ganha uma instalação de alvenaria no ano seguinte. No mesmo ano, fora realizada a festa de São Benedito, tradição mantida até hoje pela comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 11 de novembro de 1926, Eva Maria de Jesus falece no quilombo que criara, em frente à igreja que construíra e símbolo de sua fé e coragem. Atualmente, a comunidade quilombola Tia Eva é composta por 428 pessoas separadas em 136 famílias. Em 2008, a comunidade é reconhecida como remanescente quilombola, todavia até hoje a titulação não fora realizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista ‘Tia Eva: a verdadeira fundadora de Campo Grande (MS)’: https://www.youtube.com/watch?v=5QeZ3AZz0rw&amp;amp;t=27s&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Comunidade de Tia Eva é reconhecida como comunidade quilombola - Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/comunidade-de-tia-eva-e-reconhecida-como-comunidade-quilombola&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva celebra conquista de anos de luta - Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul: https://www.agehab.ms.gov.br/comunidade-quilombola-tia-eva-celebra-conquista-de-anos-de-luta/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva (Site Oficial): https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Mato_Grosso_do_Sul_in_Brazil.svg.png&amp;diff=377</id>
		<title>Arquivo:Mato Grosso do Sul in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T13:34:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mato_Grosso_do_Sul_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mato_Grosso_do_Sul_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=376</id>
		<title>Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:33:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;2.757.013&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;46,93%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;6,5%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;2.572&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;116.469 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Tia Eva ==&lt;br /&gt;
A criação da comunidade quilombola Tia Eva está diretamente conectada com a fundação da capital do estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. A trajetória de Eva Maria de Jesus nos mostra a luta individual e coletiva de descendentes de africanos por terra e dignidade principalmente através da fé. Sua história é recontada por seus descendentes pelo fio de uma memória compartilhada. Assim, tanto a trajetória de Tia Eva quanto o nome da comunidade quilombola que leva seu nome, evidencia uma forma de estar e ser no mundo que mescla cuidado, sonhos e fé em um mundo melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eva nasceu em 1848 na Fazenda Ariranha, localizada na cidade Jataí em Goiás. Na época, a cidade era um polo de comércio de escravizados no Sudoeste de Goiás. Escravizada, ela desempenhava papéis domésticos, principalmente na cozinha.  Nos anos de 1870, ela dá luz às suas filhas e é nesse mesmo período que, durante a feitura de doces, um tacho de banha fervente cai em sua perna, criando uma queimadura que nunca cicatrizava. A perna passa a ter um cheiro ruim, o que fez com que ela fosse transferida para outro cômodo para fazer sabão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dono da Fazenda era conhecido por ser cruel com os escravizados. São inúmeros relatos que ela contara para seus descendentes: havia dias específicos para torturas onde se utilizavam os mais diferentes de materiais e ferramentas. Em um caso específico, o dono pede para uma escravizada jogar sua criança no rio para matá-la, pois ele se incomodava com o choro da criança que estava doente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses casos só aumentaram o desejo de Eva de sair daquele lugar e procurar um onde ela e os outros pudessem viver de forma livre e digna. Para isso, ela fez uma promessa para São Benedito: em um dia de tortura coletiva, ela pede que, se ele a ajudasse sair dali ela iria achar um lugar onde as pessoas de sua cor seriam livres e independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo período, ela passa a ser reconhecida na fazenda e seus arredores como benzedeira e chamada de Tia Eva. Várias pessoas procuravam seus serviços, escravizados, pessoas negras livres e pessoas brancas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o fim legal da escravização, em 1888, Eva não possuía condições de sustentar suas filhas e, por isso, continua a trabalhar na fazenda. Com seu trabalho de benzedeira e recebendo bem pouco na fazenda, ela passa a construir um pecúlio (carro de bois, porcos e galinhas). Um dia, ela consegue curar a filha de um homem importante que, como forma de agradecimento, lhe dá algumas cabeças de boi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1904, ela consegue iniciar os preparativos para sair do lugar que lhe fez presenciar tanta dor. Por coincidência ou não, um grupo de ex-escravizados de Uberaba chega à Jataí rumo a Mato Grosso. Eles se consideravam uma Irmandade, ou seja, um grupo que se considerava irmãos por solidariedade e objetivos de liberdade. Em Jataí, outros se juntam à viagem, incluindo Eva e seus familiares. A viagem até a capital demora alguns meses e, quando chegam nas fronteiras do estado, eles precisam ser cadastrados. Assim, eles escolhem sobrenomes que antes não possuíam: Borges, Martins, Custódio, Caetano, Souza e Pinto foram alguns dos escolhidos e presentes até hoje na região. A família de Eva escolhera o sobrenome Jesus. A utilização de sobrenomes comuns reforçara a solidariedade dos grupos de pessoas negras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, a Irmandade chega na hoje capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. As terras nas quais se instalaram na mata próxima ao córrego Segredo, desvalorizadas por serem consideradas inaptas para o cultivo de gado. Sua fé em São Benedito, novamente, se mescla com a história da comunidade quilombola quando ela lhe faz uma promessa que construiria uma igreja para ele se ela se ferida na perna fosse curada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que se instalaram, sua perna melhorou e, como prometido, ela construíra uma igreja para São Benedito de pau a pique, sendo a segunda igreja do município. Na comunidade eram produzidos doces, azeites, objetos de madeira. Muitas mulheres trabalhavam prestando serviços domésticos e de cuidado, enquanto os homens na construção civil. Em 1910, Tia Eva fez o requerimento de oito hectares ao governo do município pago por 85 mil réis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1918, Campo Grande se torna cidade e a Igreja de São Benedito ganha uma instalação de alvenaria no ano seguinte. No mesmo ano, fora realizada a festa de São Benedito, tradição mantida até hoje pela comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 11 de novembro de 1926, Eva Maria de Jesus falece no quilombo que criara, em frente à igreja que construíra e símbolo de sua fé e coragem. Atualmente, a comunidade quilombola Tia Eva é composta por 428 pessoas separadas em 136 famílias. Em 2008, a comunidade é reconhecida como remanescente quilombola, todavia até hoje a titulação não fora realizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista ‘Tia Eva: a verdadeira fundadora de Campo Grande (MS)’: https://www.youtube.com/watch?v=5QeZ3AZz0rw&amp;amp;t=27s&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Comunidade de Tia Eva é reconhecida como comunidade quilombola - Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/comunidade-de-tia-eva-e-reconhecida-como-comunidade-quilombola&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva celebra conquista de anos de luta - Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul: https://www.agehab.ms.gov.br/comunidade-quilombola-tia-eva-celebra-conquista-de-anos-de-luta/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva (Site Oficial): https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Carolina_Melo&amp;diff=375</id>
		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T13:27:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: comunidade quilombola tia eva&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Tambor_de_Crioula_(Maranh%C3%A3o)&amp;diff=374</id>
		<title>Tambor de Crioula (Maranhão)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:24:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa e imagem&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Maranhao in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Maranhão em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;6.776.699&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;66,39 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;12,61&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;269.168&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;57.166 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tambor de Crioula ==&lt;br /&gt;
O Tambor de Crioula está presente em vários municípios do estado do Maranhão. Ele é uma manifestação de matriz africana realizado em roda na qual mulheres e crianças dançam, homens tocam tambores e todos cantam toadas. É dança, diversão e louvação a santos. Apesar de invocar os santos padroeiros louvados por pessoas negras, ele não tem um calendário específico, podendo acontecer durante todo ano em eventos como a Festa do Boi, carnaval, São João, entre outros.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Tambor de crioula.jpg|miniaturadaimagem|Tambor de Crioula]]&lt;br /&gt;
Não se sabe a origem, mas há registros do Tambor de Crioula desde o século XIX, sendo uma forma de lazer de escravizados e pessoas negras livres, bem como uma forma de resistência à violência colonial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A confecção dos tambores segue os saberes tradicionais: orientada pelas fases da lua, o artesão seleciona na mata o tipo de madeira que será utilizada, podendo ser troncos de pau d’arco, mangue, pequi ou sororó. O meio da peça é escavado para se modelar o formato do terno do tambor. Após a escavação, a extremidade mais larga da peça é encoberta com couro de vaca, égua ou veado. Depois da confecção, há o batismo ou o preparo da nova aparelha de tambores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ritmo do Tambor de Crioula é específico e representa um processo de aprendizado. Ele é contínuo e dado pelo tambor &#039;&#039;meião&#039;&#039; que pode ser considerado a pulsação do Tambor de Crioula. O &#039;&#039;crivador&#039;&#039; é um tambor pequeno que faz o contraponto ao &#039;&#039;meião&#039;&#039;. Já o tambor grande faz o solo e improviso que acentua e marca o diálogo entre os outros dois tambores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As toadas, ou canções, seguem o padrão poético dos cânticos africanos, ou seja, os versos são formados por quadras ou dísticos e com a presença de refrão. São inúmeras as toadas, algumas cantadas há mais de um século. Em geral, elas abordam assuntos como saudações, descrição de fatos, pessoas, memórias, amor, despedidas, sátiras, referência a santos e entidades protetoras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iniciar o cântico, após os primeiros toques dos tambores, o cantador puxa a toada completa e parte dela é repetida pelos integrantes dançantes e que assistem formando o refrão. Depois, nos intervalos das repetições, o cantador traz o improviso para a toada sobre os mais diferentes temas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A umbigada também é elemento fundamental no Tambor de Crioula. Ela serve como saudação, brincadeira e convite para entrar na roda. Nesse sentido, ela é a principal característica da dança no Tambor. É um gesto ancestral presente em outras manifestações culturais de matriz africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível observar algumas mudanças no Tambor de Crioula, o que evidencia suas ressignificações ao longo das próprias mudanças sociais: alguns tambores são feitos com cano PVC devido à proibição de desmatamento e preservação ambiental, algumas mulheres também passaram a tocar tambor. Em algumas regiões, o Tambor de Crioula é tocado e dançado apenas por homens, e Tambor tocado e dançado apenas por travestis. Isso nos mostra o poder agregador e plural do Tambor de Crioula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente há mais de duzentos grupos de Tambor de Crioula no estado do Maranhão, localizados, em sua maioria, em bairros periféricos. Também é possível encontrá-lo em outras regiões do Brasil, o que evidencia as trocas significativas, intercâmbios culturais e importância histórica. Desde 2007, o Tambor consta no Livro das Formas de Expressão do IPHAN e é considerado Patrimônio Cultural do Brasil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o minidocumentário produzido pelo IPHAN sobre o Tambor de Crioula: https://www.youtube.com/watch?v=ssQhokl2gf0&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Plano de salvaguarda do bem cultural registrado (Tambor de Crioula do Maranhão): https://bcr.iphan.gov.br/documentos-do-process/plano-de-salvaguarda-do-bem-cultural-registrado-tambor-de-crioula-do-maranhao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tambor de Crioula: a tradição secular que se mantém viva e em expansão - G1: https://g1.globo.com/ma/maranhao/carnaval/2020/noticia/2020/02/19/tambor-de-crioula-a-tradicao-secular-que-se-mantem-viva-e-em-expansao.ghtml&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Tambor de Crioula (Maranhão)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:23:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;6.776.699&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;66,39 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;12,61&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;%&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;269.168&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;57.166 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tambor de Crioula ==&lt;br /&gt;
O Tambor de Crioula está presente em vários municípios do estado do Maranhão. Ele é uma manifestação de matriz africana realizado em roda na qual mulheres e crianças dançam, homens tocam tambores e todos cantam toadas. É dança, diversão e louvação a santos. Apesar de invocar os santos padroeiros louvados por pessoas negras, ele não tem um calendário específico, podendo acontecer durante todo ano em eventos como a Festa do Boi, carnaval, São João, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se sabe a origem, mas há registros do Tambor de Crioula desde o século XIX, sendo uma forma de lazer de escravizados e pessoas negras livres, bem como uma forma de resistência à violência colonial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A confecção dos tambores segue os saberes tradicionais: orientada pelas fases da lua, o artesão seleciona na mata o tipo de madeira que será utilizada, podendo ser troncos de pau d’arco, mangue, pequi ou sororó. O meio da peça é escavado para se modelar o formato do terno do tambor. Após a escavação, a extremidade mais larga da peça é encoberta com couro de vaca, égua ou veado. Depois da confecção, há o batismo ou o preparo da nova aparelha de tambores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ritmo do Tambor de Crioula é específico e representa um processo de aprendizado. Ele é contínuo e dado pelo tambor &#039;&#039;meião&#039;&#039; que pode ser considerado a pulsação do Tambor de Crioula. O &#039;&#039;crivador&#039;&#039; é um tambor pequeno que faz o contraponto ao &#039;&#039;meião&#039;&#039;. Já o tambor grande faz o solo e improviso que acentua e marca o diálogo entre os outros dois tambores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As toadas, ou canções, seguem o padrão poético dos cânticos africanos, ou seja, os versos são formados por quadras ou dísticos e com a presença de refrão. São inúmeras as toadas, algumas cantadas há mais de um século. Em geral, elas abordam assuntos como saudações, descrição de fatos, pessoas, memórias, amor, despedidas, sátiras, referência a santos e entidades protetoras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao iniciar o cântico, após os primeiros toques dos tambores, o cantador puxa a toada completa e parte dela é repetida pelos integrantes dançantes e que assistem formando o refrão. Depois, nos intervalos das repetições, o cantador traz o improviso para a toada sobre os mais diferentes temas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A umbigada também é elemento fundamental no Tambor de Crioula. Ela serve como saudação, brincadeira e convite para entrar na roda. Nesse sentido, ela é a principal característica da dança no Tambor. É um gesto ancestral presente em outras manifestações culturais de matriz africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível observar algumas mudanças no Tambor de Crioula, o que evidencia suas ressignificações ao longo das próprias mudanças sociais: alguns tambores são feitos com cano PVC devido à proibição de desmatamento e preservação ambiental, algumas mulheres também passaram a tocar tambor. Em algumas regiões, o Tambor de Crioula é tocado e dançado apenas por homens, e Tambor tocado e dançado apenas por travestis. Isso nos mostra o poder agregador e plural do Tambor de Crioula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente há mais de duzentos grupos de Tambor de Crioula no estado do Maranhão, localizados, em sua maioria, em bairros periféricos. Também é possível encontrá-lo em outras regiões do Brasil, o que evidencia as trocas significativas, intercâmbios culturais e importância histórica. Desde 2007, o Tambor consta no Livro das Formas de Expressão do IPHAN e é considerado Patrimônio Cultural do Brasil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o minidocumentário produzido pelo IPHAN sobre o Tambor de Crioula: https://www.youtube.com/watch?v=ssQhokl2gf0&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Plano de salvaguarda do bem cultural registrado (Tambor de Crioula do Maranhão): https://bcr.iphan.gov.br/documentos-do-process/plano-de-salvaguarda-do-bem-cultural-registrado-tambor-de-crioula-do-maranhao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tambor de Crioula: a tradição secular que se mantém viva e em expansão - G1: https://g1.globo.com/ma/maranhao/carnaval/2020/noticia/2020/02/19/tambor-de-crioula-a-tradicao-secular-que-se-mantem-viva-e-em-expansao.ghtml&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Arquivo:Tambor de crioula.jpg</title>
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		<updated>2025-11-10T13:22:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tambor_de_crioula.jpg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tambor_de_crioula.jpg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
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		<updated>2025-11-10T13:22:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maranhao_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maranhao_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<updated>2025-11-10T13:16:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Tambor de crioula&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Reden%C3%A7%C3%A3o_(Cear%C3%A1)&amp;diff=369</id>
		<title>Redenção (Ceará)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:15:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Ceara in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Ceará em destaque no mapa do Brasil]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;8.794.957&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;64,71 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;6,77 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;23.994&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;56.372 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Redenção  ==&lt;br /&gt;
Redenção, no Ceará, é conhecida como a primeira cidade a abolir a escravidão no Brasil, em 1883. Sua história é marcada por heroísmo e apagamentos e nos servem para entender as complexidades e cicatrizes deixadas pela colonização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Redenção está localizada no Polo Serra de Guaramiranga, a 55 quilômetros da capital cearense, Fortaleza. Até 1868 era denominada Vila de Acarape. Apesar de, na época, a população da cidade ser composta por 68% de pessoas negras e serem inúmeros as fugas, criação de quilombos e irmandades religiosas, a abolição é recontada através da narrativa histórica oficial que apaga essas vidas e narrativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1882 é criada a Sociedade Redentora Acarapense e, no ano seguinte, conseguem alforriar 116 escravizados. No ano seguinte, a Sociedade Cearense Libertadora, criada Antônio Bezerra de Menezes, Barão de Studart e João Cordeiro, famosos políticos na época, extingue a escravidão do estado. Eles também foram os fundadores do Instituto Histórico do Ceará (1887), sendo responsáveis diretos da história oficial do estado do Ceará. &lt;br /&gt;
[[Arquivo:Brazil Ceará Redenção location map.svg.png|miniaturadaimagem|Localização da cidade Redenção (Ceará)]]&lt;br /&gt;
A história de Redenção é recontada em diferentes museus e monumentos: Museu Histórico e Memorial da Liberdade, onde se encontrar os documentos oficiais relacionados ao período; Museu Senzala Negro Liberto, inaugurado em 2003 pela família então dona do estabelecimento. O Museu permite que visitantes “experienciem” como era estar em uma senzala, além de possuir todos os aparatos de tortura usado no período. O monumento Negra Lua se localiza na entrada da cidade, inaugurado em 1968, representa uma mulher negra está sentada em seus joelhos, com as mãos para cima como forma de agradecimento. Já o monumento Vicente Mulato traz a figura de um homem preto, em pé. Tanto Negra Nua quanto Vicente Mulato possuem correntes quebradas, mas não por eles, segundo a história oficial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, é importante ressaltar que as histórias e memórias são atividades do presente, ou seja, maneiras que olhamos para o passado para entender o presente e almejar o futuro. Apesar do apagamento, sabe-se que o Ceará possui mais de 20 mil quilombolas. Esse dado demonstra que negros, escravizados e descendentes de africanos lutaram para terem sua liberdade e, por isso, o enorme quantitativo de seus descendentes espalhados pelo estado. Em 2010 a Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) foi inaugurada em Redenção justamente por sua história abolicionista. Através da educação, da pesquisa e do intercâmbio cultural de diferentes grupos, a história oficial pode ser recontada e trajetórias apagadas podem vir à tona. Exemplo disso, é o projeto audiovisual Redenção 2083. No curta, um homem negro que viaja no tempo e espaço chega em Redenção e se depara com os monumentos da cidade. Com sua presença, todos os monumentos são alterados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação e arte são ferramentas e práticas fundamentais para que lidemos de forma crítica com nossas histórias e olhemos para um horizonte baseado na equidade racial e diversidade cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o curta Redenção 2083 disponível no Vimeo: https://vimeo.com/935705404?msockid=0b925b8f5a0667423d2c4f665b1266d5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Primeira cidade brasileira a acabar com escravidão guarda símbolos da luta pela abolição - G1: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/03/25/redencao-a-primeira-cidade-do-brasil-a-abolir-a-escravidao-vive-desafios-e-renascenca-negra.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre a &amp;quot;Negra Nua&amp;quot; e a &amp;quot;cidadania negra&amp;quot;: notas etnográficas sobre identidade negra no nordeste do Brasil - Vera Rodrigues: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/48515/1/2017_capliv_vrrsilva.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Reden%C3%A7%C3%A3o_(Cear%C3%A1)&amp;diff=368</id>
		<title>Redenção (Ceará)</title>
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		<updated>2025-11-10T13:13:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;8.794.957&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;64,71 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;6,77 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;23.994&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;56.372 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Redenção  ==&lt;br /&gt;
Redenção, no Ceará, é conhecida como a primeira cidade a abolir a escravidão no Brasil, em 1883. Sua história é marcada por heroísmo e apagamentos e nos servem para entender as complexidades e cicatrizes deixadas pela colonização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Redenção está localizada no Polo Serra de Guaramiranga, a 55 quilômetros da capital cearense, Fortaleza. Até 1868 era denominada Vila de Acarape. Apesar de, na época, a população da cidade ser composta por 68% de pessoas negras e serem inúmeros as fugas, criação de quilombos e irmandades religiosas, a abolição é recontada através da narrativa histórica oficial que apaga essas vidas e narrativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1882 é criada a Sociedade Redentora Acarapense e, no ano seguinte, conseguem alforriar 116 escravizados. No ano seguinte, a Sociedade Cearense Libertadora, criada Antônio Bezerra de Menezes, Barão de Studart e João Cordeiro, famosos políticos na época, extingue a escravidão do estado. Eles também foram os fundadores do Instituto Histórico do Ceará (1887), sendo responsáveis diretos da história oficial do estado do Ceará. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história de Redenção é recontada em diferentes museus e monumentos: Museu Histórico e Memorial da Liberdade, onde se encontrar os documentos oficiais relacionados ao período; Museu Senzala Negro Liberto, inaugurado em 2003 pela família então dona do estabelecimento. O Museu permite que visitantes “experienciem” como era estar em uma senzala, além de possuir todos os aparatos de tortura usado no período. O monumento Negra Lua se localiza na entrada da cidade, inaugurado em 1968, representa uma mulher negra está sentada em seus joelhos, com as mãos para cima como forma de agradecimento. Já o monumento Vicente Mulato traz a figura de um homem preto, em pé. Tanto Negra Nua quanto Vicente Mulato possuem correntes quebradas, mas não por eles, segundo a história oficial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, é importante ressaltar que as histórias e memórias são atividades do presente, ou seja, maneiras que olhamos para o passado para entender o presente e almejar o futuro. Apesar do apagamento, sabe-se que o Ceará possui mais de 20 mil quilombolas. Esse dado demonstra que negros, escravizados e descendentes de africanos lutaram para terem sua liberdade e, por isso, o enorme quantitativo de seus descendentes espalhados pelo estado. Em 2010 a Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) foi inaugurada em Redenção justamente por sua história abolicionista. Através da educação, da pesquisa e do intercâmbio cultural de diferentes grupos, a história oficial pode ser recontada e trajetórias apagadas podem vir à tona. Exemplo disso, é o projeto audiovisual Redenção 2083. No curta, um homem negro que viaja no tempo e espaço chega em Redenção e se depara com os monumentos da cidade. Com sua presença, todos os monumentos são alterados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Educação e arte são ferramentas e práticas fundamentais para que lidemos de forma crítica com nossas histórias e olhemos para um horizonte baseado na equidade racial e diversidade cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista o curta Redenção 2083 disponível no Vimeo: https://vimeo.com/935705404?msockid=0b925b8f5a0667423d2c4f665b1266d5&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Primeira cidade brasileira a acabar com escravidão guarda símbolos da luta pela abolição - G1: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/03/25/redencao-a-primeira-cidade-do-brasil-a-abolir-a-escravidao-vive-desafios-e-renascenca-negra.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre a &amp;quot;Negra Nua&amp;quot; e a &amp;quot;cidadania negra&amp;quot;: notas etnográficas sobre identidade negra no nordeste do Brasil - Vera Rodrigues: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/48515/1/2017_capliv_vrrsilva.pdf&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Brazil_Cear%C3%A1_Reden%C3%A7%C3%A3o_location_map.svg.png&amp;diff=367</id>
		<title>Arquivo:Brazil Ceará Redenção location map.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T13:13:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brazil_Cear%C3%A1_Reden%C3%A7%C3%A3o_location_map.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brazil_Cear%C3%A1_Reden%C3%A7%C3%A3o_location_map.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
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		<title>Arquivo:Ceara in Brazil.svg.png</title>
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		<updated>2025-11-10T13:12:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ceara_in_Brazil.svg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ceara_in_Brazil.svg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<title>Carolina Melo</title>
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		<updated>2025-11-10T12:57:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: Redenção&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Repente (Paraíba)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Marabaixo (Amapá)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Nego Bispo (Piauí)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Congo (Espírito Santo)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Capoeira (Acre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Samba Reggae (Bahia)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Redenção (Ceará)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Samba_Reggae_(Bahia)&amp;diff=364</id>
		<title>Samba Reggae (Bahia)</title>
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		<updated>2025-10-27T13:04:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de mapa e imagem&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Bahia in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com o estado da Bahia em destaque]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;14.141.626&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;57,31 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;22,38 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;397.502&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;229.443 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Samba-Reggae ==&lt;br /&gt;
O Samba-reggae é ritmo que tem sua origem no bairro histórico do Pelourinho, em Salvador (BA). Criado de experimentações musicais espalhadas por Brasil e Caribe, ele é um dos caminhos mais abrangentes para a re-africanização de Salvador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome mais reconhecido para essa criação é o do Neguinho do Samba que, durante a década de 1980, fora mestre do bloco Olodum e passara a implementar algumas mudanças ritmas, de uso de instrumentos e de comportamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste período, o bairro do Pelourinho era ocupado por pessoas negras que moravam em casarões coloniais abandonados. O bairro esquecido pelas políticas públicas era visto como um lugar perigoso e de criminalidade por ser um “bairro de negro”. Todavia, a comunidade local provava sua criatividade, solidariedade e perseverança e o Samba-reggae representa isso.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Olodum no Circuito Dodô em (21.02). Foto- Tatiana Azeviche - Setur (6918952191).jpg|miniaturadaimagem|Apresentação do Olodum]]&lt;br /&gt;
Morando no Pelourinho, Neguinho do Samba passa a realizar ensaios diários nas ruas do bairro. Algumas de suas regras para a participação se referiam à educação e preservação do Pelô: era obrigatório atestado de matrícula de crianças e jovens em escolas, além disso, os participantes deveriam cuidar das ruas, becos e vielas do bairro. Ele também tinha um diálogo aberto com responsáveis, lideranças civis e organizações, sendo criado um senso de pertencimento e valorização entre os moradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde o começo, os ensaios chamavam a atenção dos que passavam e dos que ali moravam o que criou um ambiente potente para experimentações. Mudanças na maneira de tocar, no formato e material dos instrumentos, nas baquetas e as performances foram perceptíveis: houve a inclusão de uma segunda baqueta e a introdução do vime para o repique. Instrumentos como guitarras (ou violas elétricas), maracas, pandeiros e agogôs também foram inseridos. O tamanho dos surdos foi diminuído em comparação aos das escolas de samba e as peles de animais foram substituídas por materiais de polietileno. Além disso, os garotos passaram a produzir suas baquetas para o surdo com cabos de vassoura, cola, cordão e espuma em um centímetro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A valorização da estética negra e africana positivaram o bairro e seus moradores, &#039;&#039;dreadlocks&#039;&#039;, tranças, turbantes, estamparias africanas e outros foram elementos que compunham os ritmos e elevavam a autoestima. Outro ponto de suma importância são as letras que acompanhavam o ritmo. A música mais famosa é &#039;&#039;Faraó&#039;&#039; &#039;&#039;(Divindade do Egito)&#039;&#039; interpreta por Margareth Menezes: &amp;lt;blockquote&amp;gt;[Verso 1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deuses, divindade infinita do universo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Predominante esquema mitológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ênfase do espírito original&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Exu formará no eden um novo cósmico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ordem ou submissão do olho seu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transformou-se na verdadeira humanidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Epopéia do código de Guebi e Nuti gerou as estrelas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Osiris proclamou matrimônio com Isis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o mau Seth Hiradu o assassinou&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impera-ar Horus levando avante a vingança do pai&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Derrotando o império do mal Seth&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grito da vitória que nos satisfaz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Pré-Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadê Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu falei faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, pirâmide da paz e do Egito&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito, Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faraó, faraó, faraó, faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Verso 2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelourinho, uma pequena comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que porém Olodum uniu em laço de confraternidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Despertai-vos para cultura egípcia no brasil&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vez de cabelos trançados&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veremos turbantes de Tutacamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E as cabeças se enchem de liberdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O povo negro pede igualdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixando de lado as separações&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Pré-Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadê Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu falei faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito, Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faraó, faraó, faraó, faraó&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A letra nos leva aos deuses africanos do antigo Egito, nos traz Exu – orixá fundamental para a comunicação entre os seres humanos e Orixás -, e clamor pela liberdade. A arte e cultura, novamente, são essenciais para recontar histórias e criar conexões positivas que o colonialismo tentou usurpar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de influenciar grupos e artistas de renome, como o próprio Olodum, o Araketu, Ivete Sangalo e Daniela Mercury, o Samba-reggae é conhecido em todo o globo: em 1996, Michael Jackson lançou a música &#039;&#039;They Don’t Care About Us&#039;&#039; com o Olodum e o videoclipe foi gravado no Pelourinho, o ícone do reggae, Jimmy Cliff, lançou músicas com o ritmo no mesmo período e, além disso, o Olodum ganhou o &#039;&#039;Grammy&#039;&#039; na categoria &#039;&#039;World Music&#039;&#039; em 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, o Pelourinho é reconhecido como ponto turístico principal da capital, reduto de artistas, ativistas e transeuntes brasileiros e estrangeiros com cedo de conhecimento histórico, cultural e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Samba-reggae: Dez anos após morte do mestre Neguinho do Samba, gênero segue como pilar do carnaval de Salvador | Carnaval 2020 na Bahia | G1: https://g1.globo.com/ba/bahia/carnaval/2020/noticia/2020/02/16/samba-reggae-dez-anos-apos-morte-do-mestre-neguinho-do-samba-genero-segue-como-pilar-do-carnaval-de-salvador.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Sou o sol da Jamaica, sou a cor da Bahia” O samba-reggae como atlântico negro baiano: https://www.geledes.org.br/sou-o-sol-da-jamaica-sou-a-cor-da-bahia%c2%b9-o-samba-reggae-como-atlantico-negro-baiano%c2%b2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do samba-reggae - Revista Raça Brasil: https://revistaraca.com.br/a-historia-do-samba-reggae/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Olodum_no_Circuito_Dod%C3%B4_em_(21.02)._Foto-_Tatiana_Azeviche_-_Setur_(6918952191).jpg&amp;diff=363</id>
		<title>Arquivo:Olodum no Circuito Dodô em (21.02). Foto- Tatiana Azeviche - Setur (6918952191).jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Arquivo:Olodum_no_Circuito_Dod%C3%B4_em_(21.02)._Foto-_Tatiana_Azeviche_-_Setur_(6918952191).jpg&amp;diff=363"/>
		<updated>2025-10-27T13:02:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olodum_no_Circuito_Dod%C3%B4_em_(21.02)._Foto-_Tatiana_Azeviche_-_Setur_(6918952191).jpg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do arquivo ==&lt;br /&gt;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olodum_no_Circuito_Dod%C3%B4_em_(21.02)._Foto-_Tatiana_Azeviche_-_Setur_(6918952191).jpg&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Samba_Reggae_(Bahia)&amp;diff=362</id>
		<title>Samba Reggae (Bahia)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Samba_Reggae_(Bahia)&amp;diff=362"/>
		<updated>2025-10-27T12:59:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Carolina Melo: inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &#039;&#039;&#039;14.141.626&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &#039;&#039;&#039;57,31 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &#039;&#039;&#039;22,38 %&#039;&#039;&#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &#039;&#039;&#039;397.502&#039;&#039;&#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &#039;&#039;&#039;229.443 pessoas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Samba-Reggae ==&lt;br /&gt;
O Samba-reggae é ritmo que tem sua origem no bairro histórico do Pelourinho, em Salvador (BA). Criado de experimentações musicais espalhadas por Brasil e Caribe, ele é um dos caminhos mais abrangentes para a re-africanização de Salvador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome mais reconhecido para essa criação é o do Neguinho do Samba que, durante a década de 1980, fora mestre do bloco Olodum e passara a implementar algumas mudanças ritmas, de uso de instrumentos e de comportamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste período, o bairro do Pelourinho era ocupado por pessoas negras que moravam em casarões coloniais abandonados. O bairro esquecido pelas políticas públicas era visto como um lugar perigoso e de criminalidade por ser um “bairro de negro”. Todavia, a comunidade local provava sua criatividade, solidariedade e perseverança e o Samba-reggae representa isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morando no Pelourinho, Neguinho do Samba passa a realizar ensaios diários nas ruas do bairro. Algumas de suas regras para a participação se referiam à educação e preservação do Pelô: era obrigatório atestado de matrícula de crianças e jovens em escolas, além disso, os participantes deveriam cuidar das ruas, becos e vielas do bairro. Ele também tinha um diálogo aberto com responsáveis, lideranças civis e organizações, sendo criado um senso de pertencimento e valorização entre os moradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde o começo, os ensaios chamavam a atenção dos que passavam e dos que ali moravam o que criou um ambiente potente para experimentações. Mudanças na maneira de tocar, no formato e material dos instrumentos, nas baquetas e as performances foram perceptíveis: houve a inclusão de uma segunda baqueta e a introdução do vime para o repique. Instrumentos como guitarras (ou violas elétricas), maracas, pandeiros e agogôs também foram inseridos. O tamanho dos surdos foi diminuído em comparação aos das escolas de samba e as peles de animais foram substituídas por materiais de polietileno. Além disso, os garotos passaram a produzir suas baquetas para o surdo com cabos de vassoura, cola, cordão e espuma em um centímetro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A valorização da estética negra e africana positivaram o bairro e seus moradores, &#039;&#039;dreadlocks&#039;&#039;, tranças, turbantes, estamparias africanas e outros foram elementos que compunham os ritmos e elevavam a autoestima. Outro ponto de suma importância são as letras que acompanhavam o ritmo. A música mais famosa é &#039;&#039;Faraó&#039;&#039; &#039;&#039;(Divindade do Egito)&#039;&#039; interpreta por Margareth Menezes: &amp;lt;blockquote&amp;gt;[Verso 1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deuses, divindade infinita do universo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Predominante esquema mitológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ênfase do espírito original&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Exu formará no eden um novo cósmico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ordem ou submissão do olho seu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transformou-se na verdadeira humanidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Epopéia do código de Guebi e Nuti gerou as estrelas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Osiris proclamou matrimônio com Isis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o mau Seth Hiradu o assassinou&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impera-ar Horus levando avante a vingança do pai&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Derrotando o império do mal Seth&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grito da vitória que nos satisfaz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Pré-Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadê Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu falei faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, pirâmide da paz e do Egito&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito, Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faraó, faraó, faraó, faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Verso 2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelourinho, uma pequena comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que porém Olodum uniu em laço de confraternidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Despertai-vos para cultura egípcia no brasil&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vez de cabelos trançados&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veremos turbantes de Tutacamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E as cabeças se enchem de liberdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O povo negro pede igualdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixando de lado as separações&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Pré-Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadê Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Tutancamom&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hei Gize, Akhaenaton&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu falei faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Refrão]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ê faraó, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito, Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E mara mara mara, maravilha ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egito Egito ê&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faraó, faraó, faraó, faraó&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A letra nos leva aos deuses africanos do antigo Egito, nos traz Exu – orixá fundamental para a comunicação entre os seres humanos e Orixás -, e clamor pela liberdade. A arte e cultura, novamente, são essenciais para recontar histórias e criar conexões positivas que o colonialismo tentou usurpar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de influenciar grupos e artistas de renome, como o próprio Olodum, o Araketu, Ivete Sangalo e Daniela Mercury, o Samba-reggae é conhecido em todo o globo: em 1996, Michael Jackson lançou a música &#039;&#039;They Don’t Care About Us&#039;&#039; com o Olodum e o videoclipe foi gravado no Pelourinho, o ícone do reggae, Jimmy Cliff, lançou músicas com o ritmo no mesmo período e, além disso, o Olodum ganhou o &#039;&#039;Grammy&#039;&#039; na categoria &#039;&#039;World Music&#039;&#039; em 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, o Pelourinho é reconhecido como ponto turístico principal da capital, reduto de artistas, ativistas e transeuntes brasileiros e estrangeiros com cedo de conhecimento histórico, cultural e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Samba-reggae: Dez anos após morte do mestre Neguinho do Samba, gênero segue como pilar do carnaval de Salvador | Carnaval 2020 na Bahia | G1: https://g1.globo.com/ba/bahia/carnaval/2020/noticia/2020/02/16/samba-reggae-dez-anos-apos-morte-do-mestre-neguinho-do-samba-genero-segue-como-pilar-do-carnaval-de-salvador.ghtml&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Sou o sol da Jamaica, sou a cor da Bahia” O samba-reggae como atlântico negro baiano: https://www.geledes.org.br/sou-o-sol-da-jamaica-sou-a-cor-da-bahia%c2%b9-o-samba-reggae-como-atlantico-negro-baiano%c2%b2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do samba-reggae - Revista Raça Brasil: https://revistaraca.com.br/a-historia-do-samba-reggae/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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