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		<title>Diaspedia  - Mudanças recentes [pt-br]</title>
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			<title>Imperialismo e Colonização no século XX</title>
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			<description>&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;Autor: Hasani Elioterio dos Santos  O imperialismo do século XX, especialmente na década de 1940, operava por meio do controle dos recursos naturais dos territórios africanos, articulando exploração econômica, dominação política e a destribuição de riquezas de maneira desigual no mercado internacional. Abaixo se encontra um conteúdo, organizado em três seções, que retratam o funcionamento do imperialismo e da colonização no continente africano no século...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Autor: Hasani Elioterio dos Santos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O imperialismo do século XX, especialmente na década de 1940, operava por meio do controle dos recursos naturais dos territórios africanos, articulando exploração econômica, dominação política e a destribuição de riquezas de maneira desigual no mercado internacional. Abaixo se encontra um conteúdo, organizado em três seções, que retratam o funcionamento do imperialismo e da colonização no continente africano no século XX, particularmente a partir de três casos específicos que ocorreram no Congo, na Costa do Ouro (atualmente Gana) e na Etiópia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 1. Congo: exploração de recursos e violência colonial em 1947 ==&lt;br /&gt;
O caso do Congo Belga constitui um dos exemplos mais emblemáticos do funcionamento do imperialismo europeu no século XX. Dotado de vasta riqueza mineral e vegetal, o território foi intensamente explorado durante o domínio colonial belga, especialmente no que se refere à extração de borracha, minerais estratégicos e, posteriormente, urânio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na década de 1940, o Congo adquiriu importância geopolítica ainda maior em função de suas reservas minerais. No ano de 1947, estima-se que cerca de 75% do urânio utilizado mundialmente para fins de fissão nuclear provinha do território congolês. Esse dado evidencia a centralidade da colônia nas dinâmicas globais do Pós-Segunda Guerra Mundial, particularmente no contexto da consolidação da energia nuclear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, a extração dessa fonte de riqueza não se traduziu diretamente em melhoria das condições de vida da população local. Alguns relatórios da época indicam salários extremamente baixos, condições de trabalho degradantes e o uso sistemático da violência como mecanismo de controle da força de trabalho. A estrutura econômica colonial era organizada para beneficiar investidores europeus, enquanto os congoleses eram marginalizados e empurrados para a pobreza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já na primeira metade do século XX o sociólogo W. E. B. Du Bois já apontava a relação entre exploração colonial e acumulação de capital nas potências industriais. Posteriormente, autores como Frantz Fanon, Cedrick Robinson e Walter Rodney argumentariam que a extração sistemática de riqueza do continente africano e a concentração de riqueza no exterior foram um dos pilares do desenvolvimento econômico europeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caso da exploração de recursos minerais no Congo nos revela um padrão mais amplo do imperialismo: a dissociação entre a produção de riqueza em territórios colonizados e a sua apropriação por potências estrangeiras. Trata-se de um modelo no qual a exploração econômica é sustentada por coerção política e social, consolidando desigualdades sistêmicas e perenes. O caso do Congo evidencia um padrão sistêmico do imperialismo: a produção de riqueza em territórios colonizados associada à expropriação externa e à marginalização das populações locais. Esse modelo contribuiu para a formação de desigualdades globais persistentes e para um tipo de inserção subordinada da África na economia mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 2. Costa do Ouro: controle econômico e limitação da autonomia política ==&lt;br /&gt;
A chamada Costa do Ouro — atual região de Gana — oferece um exemplo importante para compreender a relação entre produção de riqueza e controle político no contexto do imperialismo europeu e da colonização no século XX. Durante o período colonial britânico, a região destacou-se pela produção de ouro e cacau, tornando-se uma das mais importantes economias da África Ocidental e relevante fonte de riqueza do império britânico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da existência de conselhos legislativos das lideranças locais da Costa do Ouro, esses órgãos possuíam um caráter meramente consultivo. As decisões efetivas permaneciam sob o controle do governo colonial britânico, frequentemente alinhado aos interesses de empresas e investidores europeus. Dessa maneira, toda a estrutura política organizada pelo império britânico limitava significativamente a autonomia da população local na gestão de seus próprios recursos e na distribuição da riqueza na região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A economia da Costa do Ouro funcionava de maneira relativamente dinâmica, mas seus benefícios eram direcionados prioritariamente ao império britânico. A extração de cacau, por exemplo, ilustra essa lógica: agricultores e trabalhadores locais recebiam remunerações muito baixas, enquanto o produto era comercializado a preços elevados no mercado internacional. A maior parte do cacau da Costa do Ouro, até 97%, era produzida por agricultores que se organizam coletivamente em cooperativas, segundo relatórios da Comissão Nowell da década de 1940 — uma comissão de inquérito real britânica, que foi nomeada para investigar a indústria cacaueira da África Ocidental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse desequilíbrio em relação a agricultores e comerciantes foi denunciado pelos conselhos regionais de comercialização de cacau. O “Comitê de Agricultores da África Ocidental Britânica” chegou até a enviar uma declaração crítica ao controle governamental das vendas de cacau, mostrando que a discriminação contra as cooperativas da Costa do Ouro e da Nigéria era incompreensível. Esses agricultores e produtores foram quase totalmente responsáveis ​​pela economia do cacau da África Ocidental, entregue a preços de sacrifício durante a Segunda Guerra Mundial, ajudando no esforço de guerra do império de todas as maneiras possíveis, como mão de obra, contribuições financeiras e aumento das entregas de produtos agrícolas. Nesse sentido, o controle da economia do cacau pelas mãos do império, segundo os agricultores africanos, era totalmente injustificável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse caso evidencia um aspecto central do imperialismo: a possibilidade de exercer controle econômico sem conceder autonomia política real para a população local. A dominação não se restringia à ocupação territorial somente, mas incluía a organização das instituições locais à favor das regras econômicas e do controle dos impérios europeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 3. Etiópia: imperialismo, concessões e interesses internacionais ==&lt;br /&gt;
A Etiópia apresenta um caso distinto, porém igualmente revelador, das dinâmicas imperialistas do século XX. Diferentemente de outras regiões africanas amplamente colonizadas, a Etiópia manteve, em grande medida, sua soberania formal. Ainda assim, tornou-se alvo de intensos interesses econômicos internacionais, especialmente no que se refere à exploração de recursos naturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na década de 1940, havia um significativo interesse estrangeiro nas reservas de carvão e petróleo do país. Empresas internacionais, como a Sinclair Oil Company, obtiveram concessões de longo prazo para exploração desses recursos. Em 1947, por exemplo, essa empresa recebeu autorização para atuar por 15 anos no território etíope, levando equipamentos e tecnologia dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista historiográfico, autores como Immanuel Wallerstein interpretam esses processos como parte da expansão do sistema-mundo capitalista, no qual diferentes regiões ocupam posições hierárquicas (centro, semiperiferia e periferia). A Etiópia, nesse contexto, foi integrada de maneira subordinada, com limitada capacidade de controlar seus próprios recursos estratégicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de arranjo demonstra que o imperialismo não dependia exclusivamente da ocupação direta do território. Ele podia operar por meio de mecanismos indiretos, como concessões econômicas, acordos internacionais e pressões políticas de organizações e empresas multinacionais. Nesses casos, o controle sobre os recursos naturais era exercido por agentes externos, mesmo na ausência de dominação colonial formal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este caso referente à extração do petróleo na Etiópia ilustra uma forma de imperialismo baseada na influência econômica e na inserção desigual em redes globais de exploração. Esse modelo antecipa dinâmicas econômicas contemporâneas, nas quais empresas multinacionais e interesses geopolíticos continuam a disputar o acesso a recursos estratégicos em diferentes regiões do mundo.&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:12:14 GMT</pubDate>
			<dc:creator>Hasani</dc:creator>
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			<title>Usuário:Hasani</title>
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				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Edição das 08h11min de 6 de maio de 2026&lt;/td&gt;
				&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;4&quot; class=&quot;diff-multi&quot; lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;(Uma revisão intermediária pelo mesmo usuário não está sendo mostrada)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-lineno&quot; id=&quot;mw-diff-left-l1&quot;&gt;Linha 1:&lt;/td&gt;
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			<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:11:10 GMT</pubDate>
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			<title>O Negro no Futebol</title>
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			<pubDate>Wed, 06 May 2026 11:22:11 GMT</pubDate>
			<dc:creator>Hasani</dc:creator>
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			<title>O Negro no Futebol</title>
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			<description>&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;O futebol na contemporaneidade pode ser compreendido como um importante espaço de leitura das relações sociais, no qual hierarquias, formas de reconhecimento e conflitos são continuamente produzidos, tensionados e reconfigurados. O que se desenrola no interior do jogo, disputas por pertencimento, visibilidade e legitimidade, remete a processos que atravessam o cotidiano, permitindo interpretá-lo como um campo em que se condensam dinâmicas mais amplas da vida social...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;O futebol na contemporaneidade pode ser compreendido como um importante espaço de leitura das relações sociais, no qual hierarquias, formas de reconhecimento e conflitos são continuamente produzidos, tensionados e reconfigurados. O que se desenrola no interior do jogo, disputas por pertencimento, visibilidade e legitimidade, remete a processos que atravessam o cotidiano, permitindo interpretá-lo como um campo em que se condensam dinâmicas mais amplas da vida social. Sua difusão global, sobretudo a partir do final do século XIX, esteve vinculada a circuitos urbanos associados à expansão imperialista britânica, nos quais o futebol circulava como prática restrita a grupos economicamente privilegiados. Essa configuração instituiu critérios sociais e raciais que passaram a regular quem podia participar e sob quais condições (Giulianotti &amp;amp; Robertson, 2009).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A presença do negro no futebol constitui um eixo decisivo para compreender a formação histórica desse esporte e suas reconfigurações contemporâneas. Para além de um dado demográfico, ela demonstra um campo de disputas em que práticas culturais, hierarquias raciais e formas de ação política se entrelaçam. Nesse processo, sujeitos negros desempenham papel ativo na produção de estilos de jogo, na elaboração de sentidos sobre o esporte e na contestação de desigualdades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, a inserção de jogadores negros ocorreu em meio às tensões do período pós-abolição, marcado pela ausência de mecanismos efetivos de pertencimento social. A entrada nesse universo envolveu negociação, adaptação e enfrentamento. A adoção de códigos de respeitabilidade, expressos no controle da aparência, do comportamento e das formas de sociabilidade, assim como estratégias de atenuação ou ocultamento de traços racializados, evidenciam a instabilidade dessa trajetória (Mário Filho, 1947 [2010]; Vieira, 2017). Esses processos indicam que a participação do negro no futebol não se deu de forma espontânea, mas como resultado de estratégias construídas em condições adversas, por meio das quais o esporte se constituiu como um dos recursos de autoinscrição social. Isto é, a atuação de jogadores negros extrapola a mera presença, configurando-se como prática de produção de reconhecimento e de disputa por condições de existência, mobilidade e visibilidade, dentro e fora do campo esportivo. Trata-se, assim, de um esforço contínuo de inscrição histórica, realizado em níveis individuais e coletivos, por meio do qual esses sujeitos intervêm em narrativas que frequentemente os posicionam de forma subordinada (Du Bois, 2021).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consolidação dessa presença produziu efeitos duradouros na forma de jogar. Atribuições recorrentes à criatividade, à improvisação e à expressividade corporal foram associadas a jogadores negros, compondo um repertório que atravessa a construção da identidade futebolística (Mário Filho, 2010). Embora frequentemente capturada por leituras essencializantes, essa construção pode ser interpretada com base na diáspora africana, como resultado de processos históricos de circulação cultural e hibridação (Hall, 2006). Em diálogo com Stuart Hall (2006; 2016) e Paul Gilroy (2012), o futebol pode ser entendido como espaço no qual experiências afrodiaspóricas se traduzem em formas corporais que deslocam padrões normativos e produzem novas gramáticas do jogo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diáspora africana, nesse contexto, não se reduz à dispersão, mas opera como princípio de construção de identificação. Como sugere Gilroy (2012), práticas culturais e formas vernaculares funcionam como espaços de produção de vínculos que atravessam fronteiras. O futebol se insere nesse registro ao combinar experiências locais e circulações transnacionais, possibilitando repertórios compartilhados de reconhecimento entre sujeitos negros em diferentes realidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa dinâmica se torna mais evidente quando se considera a relação entre identidade, experiência e horizonte de expectativa. A construção de identidades negras no futebol está para além do pertencimento local ou ao Estado-nação, embora estes permaneçam relevantes. Ela se projeta em um plano mais amplo, orientado por práticas, imaginações e formas de identificação construídas a partir de contextos nos quais esses sujeitos são sistematicamente excluídos dos projetos nacionais ou neles incorporados de forma subordinada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse modo, o futebol se apresenta, para a população negra, como um espaço em que se entrecruzam memória, experiência e projeto. A relação entre agência criativa, diáspora africana e transnacionalismo negro permite compreender o negro no futebol como sujeito histórico que participa ativamente da produção e da transformação desse campo em escala global (Silvério, 2022a; 2022b).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A expansão do futebol ao longo do século XX o consolidou como um dos mercados mais globalizados da contemporaneidade. Ele pode ser considerado como uma mercadoria que vincula diferentes continentes, mobiliza fluxos financeiros expressivos e conecta diferentes esferas da vida social, da mídia ao entretenimento, da política à indústria cultural (Giulianotti &amp;amp; Robertson, 2009). A circulação de jogadores negros entre os diferentes continentes configura circuitos nos quais distintos regimes de racialização entram em contato (Silvério, 2022b). Nesses espaços, atletas negros e africanos ocupam posições centrais no espetáculo, ao mesmo tempo em que enfrentam manifestações recorrentes de racismo, como insultos em estádios e ataques em ambientes digitais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas a esses episódios variam entre manifestações individuais e ações coletivas que pressionam federações e organismos internacionais. Esse conjunto de práticas aponta para a formação de uma esfera de debate que ultrapassa fronteiras nacionais, na qual repertórios de denúncia circulam e se transformam. O transnacionalismo negro oferece uma chave interpretativa para compreender essas conexões como parte de processos mais amplos de solidariedade e disputa por reconhecimento (Silvério, 2022b). Nessa mesma direção, a noção de agência criativa negra destaca a capacidade de sujeitos negros de produzir intervenções que excedem a mera adaptação às estruturas existentes (Silvério, 2022a). Inseridas em um campo marcado por assimetrias, essas práticas introduzem deslocamentos que incidem sobre as formas de reconhecimento e valorização no esporte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do protagonismo em campo, as estruturas de poder permanecem desiguais. A presença de treinadores negros em ligas de elite é reduzida em comparação à composição dos elencos. Na Europa, estimativas apontam que menos de 5% dos técnicos pertencem a grupos racializados (Ramos, 2025). No Brasil, a participação de treinadores negros nas Séries A e B segue minoritária e instável, cenário semelhante ao de outras ligas sul-americanas, onde a concentração de cargos de comando permanece associada a trajetórias e redes historicamente brancas (Observatório, 2024).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casos como o de Vincent Kompany, técnico de um dos mais relevantes clubes do futebol europeu, demonstram tanto os obstáculos à consolidação de carreiras quanto a crescente problematização pública dessas desigualdades. Esse exemplo aponta para padrões mais amplos que delimitam o acesso de profissionais negros às instâncias decisórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discrepância entre protagonismo esportivo e sub-representação institucional revela um descompasso persistente. Enquanto atletas negros são centrais para o desempenho e para a economia do futebol, sua presença diminui nos níveis mais altos de gestão. As transformações no plano do jogo não foram acompanhadas por mudanças equivalentes nas estruturas organizacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos últimos anos, iniciativas de combate ao racismo têm sido implementadas por meio de campanhas, protocolos e sanções disciplinares (Fifa, 2024). Ainda assim, a recorrência de episódios discriminatórios indica limites dessas estratégias. Políticas institucionais coexistem com práticas que reiteram desigualdades, demonstrando um campo em disputa por hegemonia (Hall, 2013).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse cenário, instâncias de regulação transnacional, como a FIFA, desempenham papel importante na definição de normas e agendas (Giulianotti; Robertson, 2009; Kassimeris, 2009; 2024). A incorporação da pauta racial por esses organismos responde tanto a pressões de jogadores negros que são alvos de racismo em campo quanto a interesses econômicos, além da sociedade civil. Em um mercado altamente lucrativo, o racismo aparece também como um fator que afeta a imagem e a circulação de capitais, deslocando seu enfrentamento para o campo da gestão institucional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa dinâmica não elimina as tensões, mas as reconfigura. A presença do negro no futebol segue sendo um eixo decisivo para compreender essas disputas. Jogadores negros compõem a base do espetáculo e intervêm ativamente na produção do jogo, na elaboração de sentidos sobre o futebol e na contestação de desigualdades que atravessam o esporte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, o negro no futebol não pode ser compreendido como presença circunstancial ou efeito colateral da expansão do esporte, mas como elemento constitutivo de suas formas de existência e transformação. A análise requer, assim, uma abordagem que considere processos históricos de exclusão, práticas de criação cultural e formas de ação política em múltiplas escalas. A agência criativa negra, nesse sentido, demonstra modos de intervenção que incidem sobre o jogo, suas narrativas e suas instituições, abrindo possibilidades de reconfiguração. A construção de pertencimentos e solidariedades, por sua vez, depende de condições históricas específicas e de práticas coletivas capazes de transformar experiências dispersas em referências compartilhadas, inscrevendo sujeitos negros como protagonistas na história social do futebol mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;REFERÊNCIAS&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DU BOIS, W.E.B. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As almas do povo negro&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. São Paulo: Veneta, 2021.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GILROY, Paul. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;O Atlântico negro&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. 2ª ed., Rio de Janeiro: Editora 34 Ltda, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GIULIANOTTI, Richard; ROBERTSON, Roland. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Globalization &amp;amp; Football&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. London: SAGE, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HALL, Stuart. Identidade Cultural e Diáspora. In.: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revista Comunicação &amp;amp; Cultura&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, vol. 1, 2006, pp. 21-35.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HALL, Stuart. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Cultura e representação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Apicuri, 2016.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HALL, Stuart. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Raça, o significante flutuante&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Z Cultural: Revista do Programa Avançado de Cultura Contemporânea, S.I., v. 8, n. 2, p. 1-7, jan. 2013.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INSIDE FIFA. Global Stand Against Racism. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;FIFA&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, Zurique (Suíça), 17 de maio de 2024. Disponível em: &amp;lt; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://inside.fifa.com/campaigns/no-discrimination/no-racism&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;gt;. Acesso em: 21 abril 2026.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:17:23 GMT</pubDate>
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