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Comunidade dos Arturos - Minas Gerais
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== Comunidade dos Arturos == A comunidade dos Arturos tem origem na união entre Arthur Camilo Silvério e Carmelinda Maria da Silva. Arthur nasce alguns anos depois da Lei do Ventre Livre o que fez com que ele já nascesse livre, ao contrário de seus pais. Mas, isso não impediu que ele sofresse inúmeras violências, algo relembrado pela comunidade até os dias de hoje. Desde criança, ele viveu na fazenda de seu padrinho e lá sofria agressões físicas. Isso fez com que ele fugisse para outra fazenda onde conheceu Carmelinda. Em 1940, o casal e seus 10 filhos se mudam para o Sítio Domingos Pereira, propriedade herdada do pai de Arthur, congadeiro e membro da Irmandade do Rosário em Contagem, Minas Gerais. Acredita-se que Camilo, pai de Arthur, consegue a liberdade entre 1840 e 1893. Além disso, ele comprou a propriedade em novembro de 1888, ano da abolição. Com o passar dos anos, a Comunidade dos Arturos se estrutura e recebe o nome em homenagem a Arhur, preservando e recriando tradições de matriz africana como: Batuque, Folias de Reis, Candomblé, reinado de Nossa Senhora do Rosário e as Festas de Abolição, além da culinária e as práticas relacionadas aos usos de plantas medicinais. Na comunidade também está presente o saber da benzedura, confecção de instrumentos e indumentárias, entre outros. Todas as práticas estão conectadas entre si e com as práticas católicas conhecidas como “catolicismo africano”. Escolhemos aqui falar sobre o ''Congado'', ou a Guarda de Congo. As festividades, rituais e comemorações são em homenagem à Nossa Senhora do Rosário, santa protetora das pessoas negras. A festa de Congado está nas tradições africanas, sobretudo, as angolanas e congolesas e possuem forte ligação com as antigas cerimônias de coroação desses locais. Durante a colonização e tráfico de escravizados, os africanos foram obrigados a se converterem ao cristianismo. Mas, isso não os fez apagar suas culturas. Dessa maneira, eles passaram a colocar nas figuras dos santos católicos, símbolos e representações que remetessem aos seus locais de origem. É assim, também, que nasce a Irmandade da Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que serviam para acolher e proteger africanos e seus descendentes. O Congado nasce a partir da mobilização dessas irmandades e se espalhou pelo Brasil. Há registros de Congado em Pernambuco de 1674. A Guarda de Congo dos Arturos se apresenta em todas as festividades da comunidade, principalmente em maio, na Festa da Abolição, e em outubro, na festa para Nossa Senhora do Rosário, além de se apresenta em outras comunidades. Na procissão, a Guarda de Congo é responsável por abrir caminhos para a Guarda de Moçambique e Corte Imperial. As principais referências da Guarda são o Rei e a Rainha Conga que representam as nações africanas, depois há o Capitão-Mor, sendo Arthur o primeiro da comunidade. O Capitão Regente é responsável pela interação com todos os grupos e guardas. A Guarda utiliza adereços coloridos e brilhantes, com chapéus de fita, quepes, saiotes coloridos e rodados e calça branca, além de bastões com que fazem as coreografias. A Guarda se posiciona em duas fileiras guiadas pelos caixeiros que tocam o tambor. Os capitães vão ao centro e são seguidos pelos integrantes que tocam o reco-reco e pandeiros. Na frente da Guarda, está a bandeireira que carrega a bandeira-guia em homenagem à Nossa Senhora. Os dançantes saltam e dançam com movimentos rápidos, com o cruzamento de pernas e giros. O Congado também expressa o cotidiano da comunidade: ele nos lembra dos problemas sociais, a história e cultura passada por gerações e as brincadeiras e improvisos. Em entrevista, José Bonifácio Bengala, neto de Arthur, explica que durante sua infância, uma das principais brincadeiras para as crianças era o congado. Hoje, as crianças da comunidade utilizam outras formas de brincar, principalmente os celulares, mas o congado continua presente na vida dos mais velhos e mais novos. E em julho de 2024, a comunidade é reconhecida pelo Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. O processo se inicia com a recuperação das nascentes do local e produção de hortaliças para a comunidade que logo se expande para as festividades e vendas externas. O Cadastro reconhece a história de luta por alimentação saudável e preservação ambiental. O reconhecimento é motivo de celebração pois evidencia a relação de respeito com a natureza e comunidade como guardiã do território. A Festa de Nossa Senhora do Rosário da Comunidade dos Arturos é declarada patrimônio imaterial do estado de Minas Gerais desde maio de 2014.
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