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Graduada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) tendo exercido a profissão de jornalista por oito anos, em diferentes mídias. Em 2017, retomou os estudos acadêmicos na PUC-SP tornando-se mestra em Fonoaudiologia (2019). É doutora no Instituto de Artes da Unicamp com uma pesquisa que relaciona a voz e o tambor no trabalho técnico com cantores. Fabiana Cozza é uma cantora negra-mestiça, professora, pesquisadora, poeta, que adora cozinhar. Nasceu numa noite de sexta-feira, na capital paulista, em 1976. Desde menina apaixonou-se pelo samba por influência do pai, Oswaldo dos Santos, ex-intérprete de samba-enredo na escola Camisa Verde e Branco, situada num dos bairros considerados berço do samba paulista, a Barra Funda. Cresceu em meio a rodas de música no quintal da casa de sua avó materna, dona Amélia, no bairro da Vila Madalena, visitas à quadra do Camisa Verde, as reuniões das primas embaladas por violão e sanfona no interior paulista, os cânticos litúrgicos da igreja católica, os festejos populares e seus repertórios juninos, cantigas do congado, de reis, a escuta de álbuns de grandes nomes da música brasileira e do jazz americano especialmente. Amante de Alcione, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Emilio Santiago, Elizeth Cardoso, Milton Nascimento, Leny Andrade e tantos outros, Cozza aproximou-se das artes de forma objetiva e mais intensa aos 19 anos quando ingressou na Universidade Livre de Música Tom Jobim, atual EMESP, iniciando seus estudos e despertando seu interesse também pelo teatro, a dança e a prática vocal. O primeiro contato profissional deu-se pelas mãos da cantora paraense Jane Duboc com quem trabalhou por um ano no grupo vocal NovElla (1996/1997). Estudou com diversos e importantes professores de canto: Tuca Fernandes, Sira Milani, Maúde Salazar, Felipe Abreu, Davide Rocca, Vania Pajares, Linda Wise, bem como com a fonoaudióloga Dra. Marta de Assumpção de Andrada e Silva. Em 1999, surgiu a primeira oportunidade para registrar sua voz como solista. O convite partiu do compositor paulistano Eduardo Gudin com quem Cozza trabalhou integrando a segunda formação do grupo vocal Notícias dum Brasil gravando o álbum Pra tirar o chapéu. O caminho artístico também foi pavimentado nos musicais em que atuou: Os Lusíadas com direção de Iacov Hillel e Magda Pucci; A luta secreta de Maria da Encarnação, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri com direção musical de Renato Teixeira e Nathan Marques; O Canto da Guerreira - 20 anos sem Clara Nunes; Ary Barroso; Rainha Quelé - uma homenagem a Clementina de Jesus, com direção de Heron Coelho. Foi dirigida pelo ator e diretor Gero Camilo em Razão Social (2016) e por Luiz Fernando Lobo em Canto Negro (2019). Desde 2015, os projetos pessoais têm a supervisão do ator Elias Andreato com destaque para Ay, Amor! (Canto teatral para Bola de Nieve – 2015 e 2018 – DVD realizado em Havana, Cuba) e Canto da noite na boca do vento (canções de Ivone Lara e parceiros - 2019).
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