Ir para o conteúdo
Menu principal
Menu principal
mover para a barra lateral
Esconder
Navegação
Página principal
Mudanças recentes
Página aleatória
Ajuda do MediaWiki
Diaspedia
Pesquisa
Pesquisar
Crie uma conta
Entrar
Ferramentas pessoais
Crie uma conta
Entrar
Páginas para editores conectados
saiba mais
Contribuições
Discussão
Editando
Jongo (Rio de Janeiro)
Página
Discussão
português do Brasil
Ler
Editar
Editar código-fonte
Ver histórico
Ferramentas
Ferramentas
mover para a barra lateral
Esconder
Ações
Ler
Editar
Editar código-fonte
Ver histórico
Geral
Páginas afluentes
Mudanças relacionadas
Páginas especiais
Informações da página
Aviso:
Você não está conectado. Seu endereço IP será visível publicamente se você fizer alguma edição. Se você
fizer login
ou
criar uma conta
, suas edições serão atribuídas ao seu nome de usuário, juntamente com outros benefícios.
Verificação contra spam.
Não
preencha isto!
[[Arquivo:Rio de Janeiro in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Rio de Janeiro em destaque]] == Composição da população não-branca do estado == População Total: '''16.055.174''' pessoas População Parda: '''41,62 %''' da população População Preta: '''16,16 %''' da população População Quilombola: '''20.447''' pessoas População Indígena: '''16.994 pessoas''' Fonte: IBGE 2022 == Jongo == O Jongo é uma manifestação cultural de matriz africana que remete ao tempo da escravização. Ele é uma forma de louvação aos antepassados, consolidação de tradições e afirmação de identidades. Suas origens são incertas, mas é possível observar que o jongo é resultado da contribuição cultural, saberes e ritos das populações africanas de língua ''bantu''. O Jongo se consolida entre as pessoas escravizadas nas lavouras de café e cana-de-açúcar sobretudo na região Sudeste do Brasil, de modo geral, e no Vale do Ribeira, de maneira específica. [[Arquivo:Tia Maria em roda de Jongo.jpg|miniaturadaimagem|Tia Maria, integrantes do Jongo da Serrinha, músicos, amigos e vizinhos em roda de jongo no quintal da sua casa na Serrinha]] A criminalização das manifestações culturais de africanos e negros também recai sobre o Jongo: em 1831 e 1838, por exemplo, os senhores de engenho conseguiram impedir que escravizados realizassem o chamado “danças e candombes” nas leis municipais de Vassouras (RJ). Isso porque temiam os perigos de organizações afro-brasileiras. Ao mesmo tempo, o Jongo sobrevive graças à continuidade quase secreta ao longo das décadas através de encontros entre familiares, amigos e vizinhos, como é o caso dos que frequentavam a casa de Maria Joana Monteiro no morro da Serrinha (RJ). Após horas de exploração e violência, africanos e seus descendentes voltavam às senzalas e barracões com o ''tambu'' (tambor) e tocavam e dançavam (de umbigada) em roda sob o som do batuque e canções (pontos) de lamento e revolta. Os pontos serviam como forma de comunicação única para evitar que senhores e capatazes entendessem as mensagens cifradas. Provavelmente é daí que surge o medo de insurgência e luta contra uma formação social marcada pela discriminação e desumanização. O Jongo é a prova viva em nossa cultura do poder coletivo, cultural e estratégico pela vida e resistência em um sistema marcado pela morte. O Jongo é um termo genérico que também se refere a angona, angoma, caxambu, tambor e tambu. Tais palavras têm mais de um significado: caxambu é o maior tambor utilizado no Jongo e em Santo Antônio de Pádua (RJ), a palavra se refere à totalidade do Jongo (tambores, danças, pontos e festas); tambor e tambu é o nome dos tambores que acompanham a dança e fazem par com o candongueiro, tambor menor. Na Fazenda São José da Serra (RJ), o tambu é um dos tambores e se refere à dança. De qualquer maneira, todos os termos se referem às expressões culturais e artísticas similares – nesse sentido é importante ressaltar que cada comunidade e grupo de Jongo tem suas especificidades, apesar de compartilharem significados e sentidos através do batuque, dança e ponto. Durante o século XX, devido aos processos migratórios, criminalização e racismo, muitas comunidades deixaram de praticar o Jongo. Ainda assim, muitas comunidades mantiveram a cultura do Jongo e se adaptaram as demandas e mudanças sociais. Muitos dos brincantes vivem em comunidades rurais e nas periferias das grandes cidades, participam das festividades católicas e datas referentes à Consciência Negra, inúmeras crianças participam ativamente das atividades e, além disso, há redes de apoio entre as comunidades jongueiras e grupos de pesquisadores em universidades e organizações culturais diversas que organizam apresentações, oficinas, palestras e gravações audiovisuais. Em 1996 ocorre o I Encontro de Jongueiros em Santo Antônio de Pádua e desde então o Encontro ocorre anualmente em diferentes estados. Nele há muita dança, brincadeira e cantoria, bem como conversas e estratégias para se manter o Jongo vivo. Desde 2005 o Jongo é proclamado Patrimônio Cultural Brasileiro pelo IPHAN devido sua importância política, cultural e artística que nos conta histórias silenciadas e almejam futuros melhores para nossa população. == Recomendação == Assista a reportagem “A tradição do Jongo da Serrinha” produzido pelo Canal Brasil A tradição do Jongo da Serrinha: https://www.youtube.com/watch?v=XC__FSs56DU&ab_channel=TVBrasil == Fontes == Dossiê 5 Jongo do Sudeste (IPHAN): http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_jongo_m.pdf
Resumo da edição:
Por favor, note que todas as suas contribuições em Diaspedia podem ser editadas, alteradas ou removidas por outros contribuidores. Se você não deseja que o seu texto seja inexoravelmente editado, não o envie.
Você está, ao mesmo tempo, a garantir-nos que isto é algo escrito por si, ou algo copiado de alguma fonte de textos em domínio público ou similarmente de teor livre (veja
Diaspedia:Direitos de autor
para detalhes).
NÃO ENVIE TRABALHO PROTEGIDO POR DIREITOS DE AUTOR SEM A DEVIDA PERMISSÃO!
Cancelar
Ajuda de edição
(abre numa nova janela)
Alternar a largura de conteúdo limitada