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Autor: Hasani Elioterio dos Santos No final do século XIX, W.E.B. Du Bois desenvolveu uma forma inovadora de se trabalhar com a categoria sociológica ''raça'' a partir do conceito de “linha de cor”, que descreve os modos de segregação e divisão humana justificadas pelas diferenças entre diferentes grupos raciais. No ano de 1900 ele participou da Primeira Conferência Pan-Africana (''First Pan African Conference''), em Londres, onde realizou uma fala dizendo que o problema do século XX era o problema da “linha de cor”, ou seja, a divisão do mundo organizada em diferenças de ''raças''. A “linha de cor”, para ele, nega à maioria das pessoas do mundo o pleno direito de compartilhar as oportunidades da civilização moderna. O texto que ele apresentou nesta conferência histórica ficou intitulado como “To the Nations of the World” (1900), trazendo o conceito de “linha de cor” como um obstáculo e um limitador de oportunidades para determinados grupos, como negros(as) do continente americano e Caribe, africanos e asiáticos. Du Bois defendeu, no texto, que os impérios europeus pudessem garantir a liberdade, autonomia e humanidade da população negra e africana. Nesse sentido, há uma articulação entre a luta pelos direitos civis nos EUA e as lutas por liberdade, autonomia política e reconhecimento da contribuição de africanos, asiáticos e caribenhos. Du Bois não foi o primeiro autor a utilizar o conceito de “linha de cor”. Em 1881, Frederick Douglass escreveu um artigo intitulado “Color Line”, em que ele identificou uma divisão social entre negros(as) e brancos(as) nos EUA. Para Douglass, essa divisão teria suas origens na escravidão e sua continuação estava na legislação dos Estados do Sul dos EUA, por meio dos testes de alfabetização, taxações e cláusulas específicas que proibiam o negro de sua liberdade, mesmo após a promulgação da 15ª Emenda de 1869, que proibia negar o direito ao voto sob pretexto de ''raça'' ou cor. A “linha de cor” era, para Douglass, um fenômeno arcaico da escravidão, devido à relação entre escravizados(as) e senhores, e um fenômeno recente por conta da segregação sociojurídica após as Emendas de Reconstrução. Ele via a “linha de cor” como um problema de ordem moral. Já para Du Bois, a divisão do mundo na “linha de cor” opera em uma escala global, e além de moral, ela também é de ordem sociológica, pois ela se refere à tensão existente na relação entre os indivíduos e a sociedade. A “linha de cor” , portanto, é um conceito que faz referência a um sistema social e legal no qual pessoas de diferentes grupos, em uma perspectiva ''racializada,'' são separadas e não recebem os mesmos direitos e oportunidades. No contexto em que Du Bois estava escrevendo, o sistema de organização social e político do Jim Crow e a colonização europeia do continente africano, asiático e do Caribe davam vida à “linha de cor”. Mais contemporaneamente, o livro organizado pela Universidade de Harvard, “The Fateful Triangle” (2017), se baseia em uma série de palestras de Stuart Hall sobre categorias como ''raça'', etnicidade e nação. O livro apresenta novas possibilidades para pensarmos nossas noções de pertencimento e os diferentes contextos que caracterizam e deslocam nossos processos de identificação com a ''raça'' e com a nação. Em “The Fateful Triangle” (2017) Stuart Hall atualiza o diagnóstico sociológico de Du Bois, sobre o problema do século XX (o problema da linha de cor), para o contexto do século XXI, como o problema de se conviver com a diferença. Essa atualização do pensamento de Du Bois, feita por Hall, aponta para processos de mudanças das políticas de segregação e interdição da humanidade de alguns grupos que traduz o problema da “linha de cor” nos termos da diferença cultural.
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