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Autor: Flávio Thales Ribeiro Francisco A Reconstrução (1865-1877) foi o período após a Guerra Civil nos Estados Unidos, no qual houve um esforço para restaurar a União. A guerra começou devido à separação dos Estados do Sul, que queriam expandir e manter a escravidão, enquanto o Norte era contra. Com a vitória do Norte, a escravidão foi abolida, e começou o processo de integrar os negros libertos como cidadãos. No entanto, a cultura de escravidão ainda persiste e cria barreiras para o desenvolvimento de trabalho livre nos estados sulistas. Assim, enquanto o período encerra a prática da escravidão, ele também traz novos conflitos entre os donos de terras e os ex-escravizados, com a reestruturação das hierarquias raciais. A abolição da escravidão não foi um ato simples, mas um processo gradual, que culminou na Décima Terceira Emenda de 1865, que garantiu a liberdade para todos e proibiu a privação de liberdade, exceto em casos de crime. Embora o Norte fosse contra a escravidão, no início da guerra, não havia intenção de acabar com ela imediatamente. No entanto, conforme as tropas do Norte avançavam, os escravizados fugiam das fazendas, desestruturando o sistema de produção. O presidente Abraham Lincoln, que se opunha à escravidão, não queria conceder cidadania aos negros, mas a fuga em massa dos escravizados o forçou a agir. No início de 1861, ele propôs uma abolição gradual, compensando os escravocratas. Alguns estados já tinham abolido a escravidão antes do governo federal, mas foi em 1863, com a ordem executiva de Lincoln, que o fim da escravidão foi oficializado. No Texas, porém, a escravidão só acabou em 1865, com a aprovação da Décima Terceira Emenda. A abolição foi celebrada pelos negros, mas logo se seguiu um novo período de desafios. Após o assassinato de Lincoln, o presidente Andrew Johnson adotou uma abordagem mais branda para reintegrar os estados à União, sem punir os responsáveis pela separação. Ele até nomeou dissidentes para governos provisórios no Sul e não fez nada para garantir o direito ao voto dos negros. Como resultado, os brancos criaram um eleitorado majoritariamente branco e excluíram os negros do processo eleitoral. Durante a primeira fase da Reconstrução, as elites do Sul criaram práticas discriminatórias chamadas Códigos Negros, que impediram os negros de acessarem a justiça e estabeleceram novas formas de trabalho forçado. Apesar da resistência de Johnson, no Congresso, republicanos radicais que se opunham à escravidão exigiram mudanças para garantir os direitos dos afro-americanos. Os historiadores dividem a Reconstrução em duas fases: a primeira, branda, e a segunda, radical, quando o Congresso forçou a implementação de direitos civis para os negros. O Partido Republicano, com a pressão das figuras progressistas, avançou com a criação de leis que garantissem os direitos políticos e sociais dos negros. Em resposta à ameaça de impeachment de Johnson, o Congresso implementou uma agenda para fortalecer a cidadania negra. Os Atos de Reconstrução, de 1867, estabeleceram regras para reintegrar os estados do Sul, impondo intervenção militar e forçando a adoção de novas constituições que garantissem direitos aos negros e eliminassem os Códigos Negros. As Décimas Quarta e Quinta Emendas (1868 e 1870) deram cidadania e direito de voto aos negros. No entanto, esses avanços não aconteceram apenas por causa de ações políticas; os negros desempenharam um papel importante durante a Guerra Civil, quando as tropas do Norte, que derrotaram os sulistas, contaram com a participação de soldados negros. Inicialmente, os negros não podiam lutar, mas com o avanço da guerra, sua participação foi formalizada com a Proclamação de Emancipação de 1863. Após a guerra, os negros se organizaram para lutar contra os Códigos Negros e, alguns, começaram a formar alianças para evitar que as elites brancas controlassem a terra. As igrejas negras, além de fortalecerem a comunidade, também se tornaram centros de articulação política. Com a criação da Agência dos Libertos em 1865, iniciativas dos negros passaram a contar com financiamento, permitindo a construção de escolas e hospitais. A partir da intervenção republicana, surgiram as primeiras escolas públicas no Sul, atendendo crianças e jovens negros. Para isso, foi necessário formar professores, o que foi feito por meio das primeiras universidades negras do país. Instituições como Fisk, Shaw, Hampton, Spelman, Morehouse, Tuskegee e Howard, ao longo da década de 1870, formaram a primeira geração de líderes negros pós-abolição. Esse crescimento institucional resultou na eleição de políticos negros, muitos dos quais eram ex-escravizados. Henry McNeal Turner, por exemplo, foi pastor, trabalhou na Agência dos Libertos e se tornou deputado na Geórgia. John R. Lynch, outro exemplo, nasceu escravizado e se tornou um líder político importante, eleito para o Congresso. Porém, essa integração não durou muito tempo. O Banco dos Libertos, que ajudava os negros a acessar terras, faliu em 1874 devido à falta de apoio federal. A partir de 1876, o impasse na eleição presidencial levou a um compromisso entre republicanos e democratas, que resultou na retirada da intervenção federal nos estados do Sul. Nos anos 1880 e 1890, os direitos políticos dos negros foram revogados, marcando o início de um período de segregação, em que a aplicação das emendas constitucionais foi minada por subterfúgios legais. Esses eventos marcaram o fim da Reconstrução e o início de um novo capítulo de luta pela igualdade racial nos Estados Unidos.
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