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Samba Reggae (Bahia)
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[[Arquivo:Bahia in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com o estado da Bahia em destaque]] == Composição da População Não-Branca do Estado == População Total: '''14.141.626''' pessoas População Parda: '''57,31 %''' da população População Preta: '''22,38 %''' da população População Quilombola: '''397.502''' pessoas População Indígena: '''229.443 pessoas''' Fonte: IBGE 2022 == Samba-Reggae == O Samba-reggae é ritmo que tem sua origem no bairro histórico do Pelourinho, em Salvador (BA). Criado de experimentações musicais espalhadas por Brasil e Caribe, ele é um dos caminhos mais abrangentes para a re-africanização de Salvador. O nome mais reconhecido para essa criação é o do Neguinho do Samba que, durante a década de 1980, fora mestre do bloco Olodum e passara a implementar algumas mudanças ritmas, de uso de instrumentos e de comportamento. Neste período, o bairro do Pelourinho era ocupado por pessoas negras que moravam em casarões coloniais abandonados. O bairro esquecido pelas políticas públicas era visto como um lugar perigoso e de criminalidade por ser um “bairro de negro”. Todavia, a comunidade local provava sua criatividade, solidariedade e perseverança e o Samba-reggae representa isso. [[Arquivo:Olodum no Circuito Dodô em (21.02). Foto- Tatiana Azeviche - Setur (6918952191).jpg|miniaturadaimagem|Apresentação do Olodum]] Morando no Pelourinho, Neguinho do Samba passa a realizar ensaios diários nas ruas do bairro. Algumas de suas regras para a participação se referiam à educação e preservação do Pelô: era obrigatório atestado de matrícula de crianças e jovens em escolas, além disso, os participantes deveriam cuidar das ruas, becos e vielas do bairro. Ele também tinha um diálogo aberto com responsáveis, lideranças civis e organizações, sendo criado um senso de pertencimento e valorização entre os moradores. Desde o começo, os ensaios chamavam a atenção dos que passavam e dos que ali moravam o que criou um ambiente potente para experimentações. Mudanças na maneira de tocar, no formato e material dos instrumentos, nas baquetas e as performances foram perceptíveis: houve a inclusão de uma segunda baqueta e a introdução do vime para o repique. Instrumentos como guitarras (ou violas elétricas), maracas, pandeiros e agogôs também foram inseridos. O tamanho dos surdos foi diminuído em comparação aos das escolas de samba e as peles de animais foram substituídas por materiais de polietileno. Além disso, os garotos passaram a produzir suas baquetas para o surdo com cabos de vassoura, cola, cordão e espuma em um centímetro. A valorização da estética negra e africana positivaram o bairro e seus moradores, ''dreadlocks'', tranças, turbantes, estamparias africanas e outros foram elementos que compunham os ritmos e elevavam a autoestima. Outro ponto de suma importância são as letras que acompanhavam o ritmo. A música mais famosa é ''Faraó'' ''(Divindade do Egito)'' interpreta por Margareth Menezes: <blockquote>[Verso 1] Deuses, divindade infinita do universo Predominante esquema mitológico A ênfase do espírito original Exu formará no eden um novo cósmico A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu A emersão, nem Osíris sabe como aconteceu A ordem ou submissão do olho seu Transformou-se na verdadeira humanidade Epopéia do código de Guebi e Nuti gerou as estrelas Osiris proclamou matrimônio com Isis E o mau Seth Hiradu o assassinou Impera-ar Horus levando avante a vingança do pai Derrotando o império do mal Seth O grito da vitória que nos satisfaz [Pré-Refrão] Cadê Tutancamom Hei Gize, Akhaenaton Hei Gize, Tutancamom Hei Gize, Akhaenaton E eu falei faraó [Refrão] Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho Ê faraó, pirâmide da paz e do Egito Ê faraó, eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó E mara mara mara, maravilha ê Egito, Egito ê E mara mara mara, maravilha ê Egito Egito ê Faraó, faraó, faraó, faraó [Verso 2] Pelourinho, uma pequena comunidade Que porém Olodum uniu em laço de confraternidade Despertai-vos para cultura egípcia no brasil Em vez de cabelos trançados Veremos turbantes de Tutacamom E as cabeças se enchem de liberdade O povo negro pede igualdade Deixando de lado as separações [Pré-Refrão] Cadê Tutancamom Hei Gize, Akhaenaton Hei Gize, Tutancamom Hei Gize, Akhaenaton E eu falei faraó [Refrão] Ê faraó, ê faraó Eu clamo Olodum pelourinho, ê faraó E mara mara mara, maravilha ê Egito, Egito ê E mara mara mara, maravilha ê Egito Egito ê Faraó, faraó, faraó, faraó</blockquote> A letra nos leva aos deuses africanos do antigo Egito, nos traz Exu – orixá fundamental para a comunicação entre os seres humanos e Orixás -, e clamor pela liberdade. A arte e cultura, novamente, são essenciais para recontar histórias e criar conexões positivas que o colonialismo tentou usurpar. Além de influenciar grupos e artistas de renome, como o próprio Olodum, o Araketu, Ivete Sangalo e Daniela Mercury, o Samba-reggae é conhecido em todo o globo: em 1996, Michael Jackson lançou a música ''They Don’t Care About Us'' com o Olodum e o videoclipe foi gravado no Pelourinho, o ícone do reggae, Jimmy Cliff, lançou músicas com o ritmo no mesmo período e, além disso, o Olodum ganhou o ''Grammy'' na categoria ''World Music'' em 1991. Hoje, o Pelourinho é reconhecido como ponto turístico principal da capital, reduto de artistas, ativistas e transeuntes brasileiros e estrangeiros com cedo de conhecimento histórico, cultural e social. == Fontes == Samba-reggae: Dez anos após morte do mestre Neguinho do Samba, gênero segue como pilar do carnaval de Salvador | Carnaval 2020 na Bahia | G1: https://g1.globo.com/ba/bahia/carnaval/2020/noticia/2020/02/16/samba-reggae-dez-anos-apos-morte-do-mestre-neguinho-do-samba-genero-segue-como-pilar-do-carnaval-de-salvador.ghtml “Sou o sol da Jamaica, sou a cor da Bahia” O samba-reggae como atlântico negro baiano: https://www.geledes.org.br/sou-o-sol-da-jamaica-sou-a-cor-da-bahia%c2%b9-o-samba-reggae-como-atlantico-negro-baiano%c2%b2/ A história do samba-reggae - Revista Raça Brasil: https://revistaraca.com.br/a-historia-do-samba-reggae/
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