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	<title>Africanidades na cultura (popular) brasileira - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-05-17T07:25:57Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Africanidades_na_cultura_(popular)_brasileira&amp;diff=269&amp;oldid=prev</id>
		<title>Carolina Melo: criação da página de Africanidades</title>
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		<updated>2025-10-02T17:59:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;criação da página de Africanidades&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No § 1º do Art. 215 da Constituição Cidadã (1988), fica definido que: “O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (BRASIL, 1988). Mas, &amp;#039;&amp;#039;o que é cultura popular?&amp;#039;&amp;#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o pensador Stuart Hall (2010), cultura popular sempre tem como sua base as experiências, as memórias e as tradições das pessoas. Mais do que isso: “está em conexão com as esperanças e aspirações locais, tragédias e cenários locais, que são as práticas e experiências diárias do povo comum” (HALL, 2010, p. 290).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já para Gilberto Gil, cultura é igual feijão com arroz: necessidade básica, tem que estar na mesa de todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, isso nem sempre foi assim. A cultura é o lugar onde nós, indivíduos e sociedades, criamos significados: o que é bom e ruim, o que é civilizado e “selvagem”, quais vidas merecem viver e morrer... e o que é cultura ou não. Devido aos séculos de colonização, tudo que era associado às pessoas negras/africanas era considerado ruim, mal, impróprio, do diabo, imoral. Todas essas classificações serviram como justificativa para discriminar as culturas dessas pessoas, como se elas fossem nocivas para a sociedade. Por isso, por exemplo, o samba e a capoeira eram proibidos, e o funk é criminalizado. Nunca tivemos acesso a tantos materiais sobre as culturas e populações negras e africanas como atualmente. Ainda assim, hoje ainda vemos a perpetuação dessas violências: terreiros de candomblé e umbanda sendo queimados, e o Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas negras no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, as culturas de matriz africana, comumente chamadas de cultura popular negra, tem um papel importante de &amp;#039;&amp;#039;contestação&amp;#039;&amp;#039; desses significados. É nela que, desde antes do fim da escravidão, as pessoas negras evidenciam a importância de África para a construção de nossa sociedade. É nela que histórias apagadas são recontadas e vividas no cotidiano. E é nela que as pessoas negras, mas não só, conseguem se reconectar com o passado e traçar novas rotas para o futuro. Em outras palavras, a cultura é palco no qual podemos experienciar o que nos une: uma forma de viver o mundo com respeito à equidade, em busca de justiça social e pela diversidade cultural. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa série é um convite para embarcarmos em uma viagem através de tempos, lugares, oralidades e conhecer pessoas que viveram e vivem diferentes manifestações das africanidades na cultura de cada estado do Brasil. Ela tem como objetivo evidenciar a África viva em nosso país. Para cada estado (unidade federativa), escolhemos uma manifestação ou artefato cultural, personalidade ou local que represente a presença duradoura das africanidades - ou seja, a positivação das experiências e individuais e coletivas das populações negras através da cultura que nos possibilitaram questionar e tensionar paradigmas e almejar novos mundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante ressaltar que cada cultura tem sua especificidade, mas também é possível encontrar as “mesmas” manifestações culturais em diferentes regiões: jongo, batuque, samba, capoeira são alguns dos exemplos de como elas são... populares. Mesmo que tenha sido escolhida apenas uma manifestação por estado, é importante ter isso em mente: nada é único e fixo no tempo e espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos lá?&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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