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	<title>Alberto Guerreiro Ramos - Histórico de revisão</title>
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		<updated>2025-07-09T18:49:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;Autor: Muryatan S. Barbosa  Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982), nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, foi um importante sociólogo, filósofo e político brasileiro. Filho de uma família de fazendeiros de cacau, ele carregava uma rica herança étnica que incluía raízes africanas, indígenas e portuguesas. Desde cedo, viveu em diversas cidades da região do rio São Francisco, até que, após a morte de seu pai, mudou-se com a mãe para Salvador. Lá, ajudo...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Autor: Muryatan S. Barbosa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982), nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, foi um importante sociólogo, filósofo e político brasileiro. Filho de uma família de fazendeiros de cacau, ele carregava uma rica herança étnica que incluía raízes africanas, indígenas e portuguesas. Desde cedo, viveu em diversas cidades da região do rio São Francisco, até que, após a morte de seu pai, mudou-se com a mãe para Salvador. Lá, ajudou no sustento da família trabalhando em uma farmácia e, incentivado pela mãe, dedicou-se intensamente aos estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda jovem, ele frequentava o Mosteiro de São Bento e tinha grande interesse em filosofia e literatura, especialmente a de autores europeus como Jacques Maritain, Max Scheler e Rainer Maria Rilke. Esse gosto pelo pensamento humanista e existencialista influenciou muito sua obra futura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o início do Estado Novo, foi nomeado assessor no Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (Deip) e colaborou na fundação da Faculdade de Filosofia da Bahia, onde publicou seus primeiros textos e livros. Em 1939, recebeu uma bolsa para estudar no Rio de Janeiro, formando-se em Ciências Sociais e, mais tarde, em Direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como pensador e intelectual negro, Guerreiro Ramos destacou-se por sua visão crítica e inovadora, atuando em diversos órgãos governamentais e projetos sociais entre os anos 1940 e 1960. Trabalhou no Departamento Nacional da Criança (DNC), no Departamento do Serviço Público (Dasp) e foi assessor no Conselho de Desenvolvimento e na Casa Civil durante o governo Vargas. Ele também esteve envolvido com o Teatro Experimental do Negro (TEN), de Abdias Nascimento, e foi membro fundador do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Mais tarde, tornou-se professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas experiências moldaram seu compromisso com questões sociais urgentes no Brasil, como mortalidade infantil, pobreza, racismo, desenvolvimento econômico e industrialização. Para Guerreiro Ramos, os intelectuais deveriam estar profundamente engajados na transformação social, especialmente em um país em desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos 1960, Guerreiro Ramos consolidou sua reputação como um pensador influente, publicando obras essenciais para a compreensão da sociedade brasileira, como &amp;#039;&amp;#039;Introdução Crítica à Sociologia Brasileira&amp;#039;&amp;#039; (1957), &amp;#039;&amp;#039;Redução Sociológica&amp;#039;&amp;#039; (1958) e &amp;#039;&amp;#039;O Problema Nacional do Brasil&amp;#039;&amp;#039; (1960). Em 1961, foi delegado do Brasil na ONU e, como deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), viajou por diversos países, incluindo China e Iugoslávia, onde se encontrou com líderes como Mao Tsé-Tung e o marechal Tito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No campo dos estudos étnico-raciais, Guerreiro Ramos foi pioneiro, escrevendo textos que abordavam a questão racial no Brasil de uma perspectiva crítica e inovadora. Dentre seus trabalhos mais marcantes, destacam-se: &amp;#039;&amp;#039;Um Herói da Negritude&amp;#039;&amp;#039; (1952), &amp;#039;&amp;#039;O Problema do Negro na Sociologia Brasileira&amp;#039;&amp;#039; (1954) e &amp;#039;&amp;#039;Patologia Social do Branco Brasileiro&amp;#039;&amp;#039; (1955). Suas ideias sobre a identidade negra, o psicodrama como método antirracista, e sua crítica ao eurocentrismo foram referências para estudos posteriores sobre a questão racial no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o golpe militar de 1964, Guerreiro Ramos teve seu mandato cassado e exilou-se nos Estados Unidos, onde se tornou professor na Universidade do Sul da Califórnia. Lá, continuou a produzir pesquisas e publicações, com destaque para &amp;#039;&amp;#039;A Nova Ciência das Organizações: Uma Reconsideração da Riqueza das Nações&amp;#039;&amp;#039; (1981), onde explorou temas de administração e desenvolvimento sob uma perspectiva crítica. Ele morreu de câncer em 1982, pouco antes de seu planejado retorno ao Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra e o legado de Guerreiro Ramos permanecem relevantes no campo da sociologia brasileira, especialmente em questões ligadas ao racismo, identidade e desenvolvimento social. Suas contribuições são fundamentais para o entendimento das dinâmicas sociais e políticas do Brasil do século XX e continuam a inspirar estudos e debates até hoje.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hasani</name></author>
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