<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR">
	<id>https://diaspedia.org/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_%28Mato_Grosso_do_Sul%29</id>
	<title>Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul) - Histórico de revisão</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://diaspedia.org/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_%28Mato_Grosso_do_Sul%29"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;action=history"/>
	<updated>2026-05-17T07:25:51Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.42.1</generator>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=378&amp;oldid=prev</id>
		<title>Carolina Melo: inserção de mapa</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=378&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2025-11-10T13:35:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;inserção de mapa&lt;/p&gt;
&lt;table style=&quot;background-color: #fff; color: #202122;&quot; data-mw=&quot;interface&quot;&gt;
				&lt;col class=&quot;diff-marker&quot; /&gt;
				&lt;col class=&quot;diff-content&quot; /&gt;
				&lt;col class=&quot;diff-marker&quot; /&gt;
				&lt;col class=&quot;diff-content&quot; /&gt;
				&lt;tr class=&quot;diff-title&quot; lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;
				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;← Edição anterior&lt;/td&gt;
				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Edição das 09h35min de 10 de novembro de 2025&lt;/td&gt;
				&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-lineno&quot; id=&quot;mw-diff-left-l1&quot;&gt;Linha 1:&lt;/td&gt;
&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-lineno&quot;&gt;Linha 1:&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-side-deleted&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;[[Arquivo:Mato Grosso do Sul in Brazil.svg.png|miniaturadaimagem|Mapa do Brasil com Mato Grosso do Sul em destaque]]&lt;/ins&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-side-deleted&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot; data-marker=&quot;+&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;População Total: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.757.013&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;População Total: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.757.013&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=376&amp;oldid=prev</id>
		<title>Carolina Melo: inserção de texto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://diaspedia.org/index.php?title=Comunidade_Quilombola_Tia_Eva_(Mato_Grosso_do_Sul)&amp;diff=376&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2025-11-10T13:33:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.757.013&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;46,93%&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;6,5%&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.572&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;116.469 pessoas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Comunidade Quilombola Tia Eva ==&lt;br /&gt;
A criação da comunidade quilombola Tia Eva está diretamente conectada com a fundação da capital do estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. A trajetória de Eva Maria de Jesus nos mostra a luta individual e coletiva de descendentes de africanos por terra e dignidade principalmente através da fé. Sua história é recontada por seus descendentes pelo fio de uma memória compartilhada. Assim, tanto a trajetória de Tia Eva quanto o nome da comunidade quilombola que leva seu nome, evidencia uma forma de estar e ser no mundo que mescla cuidado, sonhos e fé em um mundo melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eva nasceu em 1848 na Fazenda Ariranha, localizada na cidade Jataí em Goiás. Na época, a cidade era um polo de comércio de escravizados no Sudoeste de Goiás. Escravizada, ela desempenhava papéis domésticos, principalmente na cozinha.  Nos anos de 1870, ela dá luz às suas filhas e é nesse mesmo período que, durante a feitura de doces, um tacho de banha fervente cai em sua perna, criando uma queimadura que nunca cicatrizava. A perna passa a ter um cheiro ruim, o que fez com que ela fosse transferida para outro cômodo para fazer sabão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dono da Fazenda era conhecido por ser cruel com os escravizados. São inúmeros relatos que ela contara para seus descendentes: havia dias específicos para torturas onde se utilizavam os mais diferentes de materiais e ferramentas. Em um caso específico, o dono pede para uma escravizada jogar sua criança no rio para matá-la, pois ele se incomodava com o choro da criança que estava doente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses casos só aumentaram o desejo de Eva de sair daquele lugar e procurar um onde ela e os outros pudessem viver de forma livre e digna. Para isso, ela fez uma promessa para São Benedito: em um dia de tortura coletiva, ela pede que, se ele a ajudasse sair dali ela iria achar um lugar onde as pessoas de sua cor seriam livres e independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo período, ela passa a ser reconhecida na fazenda e seus arredores como benzedeira e chamada de Tia Eva. Várias pessoas procuravam seus serviços, escravizados, pessoas negras livres e pessoas brancas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o fim legal da escravização, em 1888, Eva não possuía condições de sustentar suas filhas e, por isso, continua a trabalhar na fazenda. Com seu trabalho de benzedeira e recebendo bem pouco na fazenda, ela passa a construir um pecúlio (carro de bois, porcos e galinhas). Um dia, ela consegue curar a filha de um homem importante que, como forma de agradecimento, lhe dá algumas cabeças de boi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1904, ela consegue iniciar os preparativos para sair do lugar que lhe fez presenciar tanta dor. Por coincidência ou não, um grupo de ex-escravizados de Uberaba chega à Jataí rumo a Mato Grosso. Eles se consideravam uma Irmandade, ou seja, um grupo que se considerava irmãos por solidariedade e objetivos de liberdade. Em Jataí, outros se juntam à viagem, incluindo Eva e seus familiares. A viagem até a capital demora alguns meses e, quando chegam nas fronteiras do estado, eles precisam ser cadastrados. Assim, eles escolhem sobrenomes que antes não possuíam: Borges, Martins, Custódio, Caetano, Souza e Pinto foram alguns dos escolhidos e presentes até hoje na região. A família de Eva escolhera o sobrenome Jesus. A utilização de sobrenomes comuns reforçara a solidariedade dos grupos de pessoas negras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, a Irmandade chega na hoje capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. As terras nas quais se instalaram na mata próxima ao córrego Segredo, desvalorizadas por serem consideradas inaptas para o cultivo de gado. Sua fé em São Benedito, novamente, se mescla com a história da comunidade quilombola quando ela lhe faz uma promessa que construiria uma igreja para ele se ela se ferida na perna fosse curada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que se instalaram, sua perna melhorou e, como prometido, ela construíra uma igreja para São Benedito de pau a pique, sendo a segunda igreja do município. Na comunidade eram produzidos doces, azeites, objetos de madeira. Muitas mulheres trabalhavam prestando serviços domésticos e de cuidado, enquanto os homens na construção civil. Em 1910, Tia Eva fez o requerimento de oito hectares ao governo do município pago por 85 mil réis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1918, Campo Grande se torna cidade e a Igreja de São Benedito ganha uma instalação de alvenaria no ano seguinte. No mesmo ano, fora realizada a festa de São Benedito, tradição mantida até hoje pela comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 11 de novembro de 1926, Eva Maria de Jesus falece no quilombo que criara, em frente à igreja que construíra e símbolo de sua fé e coragem. Atualmente, a comunidade quilombola Tia Eva é composta por 428 pessoas separadas em 136 famílias. Em 2008, a comunidade é reconhecida como remanescente quilombola, todavia até hoje a titulação não fora realizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista ‘Tia Eva: a verdadeira fundadora de Campo Grande (MS)’: https://www.youtube.com/watch?v=5QeZ3AZz0rw&amp;amp;t=27s&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Comunidade de Tia Eva é reconhecida como comunidade quilombola - Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/comunidade-de-tia-eva-e-reconhecida-como-comunidade-quilombola&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva celebra conquista de anos de luta - Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul: https://www.agehab.ms.gov.br/comunidade-quilombola-tia-eva-celebra-conquista-de-anos-de-luta/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comunidade Quilombola Tia Eva (Site Oficial): https://comunidadequilombolatiaeva.com.br/localizacao/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
	</entry>
</feed>