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	<title>Taieiras de Laranjeira (Sergipe) - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-05-17T07:25:45Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Taieiras_de_Laranjeira_(Sergipe)&amp;diff=407&amp;oldid=prev</id>
		<title>Carolina Melo: inserção de mapa</title>
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		<updated>2025-11-10T15:04:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;inserção de mapa&lt;/p&gt;
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				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Edição das 11h04min de 10 de novembro de 2025&lt;/td&gt;
				&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;diff-lineno&quot; id=&quot;mw-diff-left-l1&quot;&gt;Linha 1:&lt;/td&gt;
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		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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		<id>https://diaspedia.org/index.php?title=Taieiras_de_Laranjeira_(Sergipe)&amp;diff=406&amp;oldid=prev</id>
		<title>Carolina Melo: inserção de texto</title>
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		<updated>2025-11-10T15:03:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;inserção de texto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;== Composição da População Não-Branca do Estado ==&lt;br /&gt;
População Total: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.210.004&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Parda: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;61,61%&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Preta: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;12,85%&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; da população&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Quilombola: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;28.163&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; pessoas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
População Indígena: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;4.710 pessoas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: IBGE 2022&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Taieiras de Laranjeira ==&lt;br /&gt;
As Taieiras são grupos de louvação a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que se apresentam em diferentes locais de Sergipe, principalmente, mas não só, em janeiro, quando o ciclo natalino se encerra. Há registros de diversos grupos desde o século XVI, principalmente do contingente de escravizados no estado. África é perceptível nas performances de coroação de reis e rainhas do Congo, nos instrumentos, ritmos e cores e, no caso da Taieira da cidade Laranjeiras também na adoração aos orixás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeira é criada no século XIX, após promessa de uma escravizada, avó de Mãe Bilina. Após falecimento de sua mãe, Bilina assume a responsabilidade do grupo, deixando a conexão com os orixás mais fortes por ela ser Mãe de Santo da Irmandade e Terreiro Santa Bárbara Virgem. Os orixás estão presentes até hoje, tendo em vista que a vestimenta das meninas e jovens são compostas por saia branca e camiseta vermelha, em homenagem à Oya/Iansã, e inúmeras fitas cujas cores representam orixás específicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A indumentária também é composta por chapéu, cesto e chocalho – o querequexé é amplamente utilizado nos candomblés, religiões Nagôs e de tradição Yorubá como forma de comunicação com os Orixás – e, em determinados momentos, o bastão. Há um único tambor que é tocado pelo único rapaz que participa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dançam em fileiras e círculo, no círculo batem o bastão com as duas outras meninas de cada – ele também ajuda a marcar o tempo – e continuam a marcação com o chocalho. O bastão serve para rememorar as batalhas e coroações do Congo. As canções são de louvação aos santos protetores das pessoas negras e orixás, críticas ao sistema escravistas e questões do cotidiano presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se apresenta em salões, eventos culturais, festas e encontros. Mas a principal apresentação acontece na Missa do dia de Reis. Nesse dia, o grupo sai do Terreiro e vão dançando e tocando em direção à Igreja Matriz, onde se encontra outros dois grupos culturais de matriz africana: a Chegança, em homenagem aos marinheiros e o Cacumbi. Após a Missa, ainda na Igreja, ocorre a coroação na qual o padre tira a coroa de Nossa Senhora do Rosário e coloca na cabeça da rainha das Taieiras. Nesse momento, solta-se fogos de artifícios e todos vão comemorar a proteção concedida e mais uma coroação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o grupo é composto por meninas e jovens que, para entrarem, precisam ser virgens, isso para demonstrar a pureza envolvida na louvação de Santa Bárbara Virgem. Mas antes, o grupo era composto por mulheres mais velhas. Inúmeros grupos deixaram de existir devido à perseguição tanto da Igreja Católica quanto da sociedade. Durante sua vida, Dona Bilina lutou para a continuação da Taieira de Laranjeira e o grupo sofrera perseguição e discriminação por sua ligação com os orixás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo se torna Patrimônio Imaterial do estado de Sergipe em 2013, evidenciando a importância histórica e cultural na formação do estado, além da preservação da história e cultura negra e africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Recomendação ==&lt;br /&gt;
Assista &amp;quot;Cultura em Foco - Taieiras&amp;quot; - TV Alese: https://www.youtube.com/watch?v=mVZ84VgyFkA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
RELIGIÃO E POESIA ORAL COMO LINGUAGEM: MODO DE VIDA E REALIZAÇÃO DE SENTIDO NOS PROCESSOS RITUAIS DE CULTO AOS SANTOS DA TAIEIRA DE LARANJEIRAS EM SERGIPE - Daniela Senger: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/16602/2/DANIELA_SENGER.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Taieira de Laranjeiras, bem cultural reconhecido como patrimônio imaterial sergipano - Sergipe Cultura Viva: https://sergipeculturaviva.blogspot.com/2015/03/a-taieira-de-laranjeiras-bem-cultural.html&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Carolina Melo</name></author>
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