Serra da Barriga (Alagoas): mudanças entre as edições

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== População não-branca de Alagoas ==
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População Total: '''3.127.683''' pessoas
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População Parda: '''60,36 %''' da população
População Parda: '''60,36 %''' da população



Edição das 16h52min de 2 de outubro de 2025

Mapa do Brasil com Alagoas em destaque

População não-branca de Alagoas

População Total: 3.127.683 pessoas

Serra da Barriga

População Parda: 60,36 % da população

População Preta: 9,55 % da população

População Quilombola: 37.724 pessoas

População Indígena: 25.725 pessoas

Fonte: IBGE 2022

Serra da Barriga (Zumbi dos Palmares)

A Serra da Barriga, hoje localizada em Alagoas, abrigara o maior quilombo da América Latina, o Quilombo dos Palmares. Os registros históricos remontam sua formação já em 1597. Milhares de africanos e negros escravizados, principalmente dos então Pernambuco e Bahia, iam rumo ao Quilombo para fugir, encontrar abrigo, proteção e viver livre. Sua população chegou a 30 mil habitantes em seu ápice em um território de 200km.

A busca pelo Quilombo dos Palmares era tanta que ele foi organizado em 10 mocambos. Os mocambos participavam das decisões coletivas e, ainda, tinham certa autonomia em sua região. Normalmente, os mocambos recebiam o nome de seus líderes e essas lideranças faziam parte do Conselho dos Maiorais. Nesse sentido, a terra, as atividades, a comunhão e conflitos eram resolvidos coletivamente.

Os maiores líderes de Palmares foram: Aqualtune, Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares. O primeiro líder foi Ganga Zumba, filho de Aqualtune, princesa do Congo. Com a morte de Ganga, provavelmente por envenenamento, Zumbi, sobrinho de Ganga assume a liderança até 1695 quando é morto pelos portugueses em 20 de Novembro (daí a celebração do Dia da Consciência Negra nessa data).

No Quilombo dos Palmares seus habitantes sobreviviam à base de pesca, caça e plantações de milho, banana, feijão, mandioca, laranja, cana-de-açúcar, entre outros. Também se produzia artesanatos e cerâmicas para venda nas comunidades próximas.

Também havia espaços para atividades religiosas, como: “campo santo” (onjó cruzambê), e “lagoa encantada dos negros e gameleira sagrada” (irocô). Algumas práticas indígenas também foram incorporadas ao Quilombo, como as ocas e a “casa de farinha” (onjó de farinha). Nesse sentido, é importante ressaltar que todos os que sofressem pelo e lutassem contra o colonialismo eram bem-vindos ao Quilombo dos Palmares. Isso demonstra que as organizações políticas, mesmo com maioria sendo africanos e negros, não eram fechadas para pessoas de outras etnias e raças, o importante era, e ainda é, a luta por liberdade, por humanização e por outras formas de cuidar do mundo.

O bioma da Mata Atlântica é um dos mais desmatados no Brasil, apesar dos esforços de governos e organizações pela sua preservação. Ao contrário da maioria do país, a Serra da Barriga é lugar de preservação devido ao Quilombo dos Palmares. Desde o século XVI, a comunidade Quilombo dos Palmares preservou o ecossistema para as futuras gerações (fauna, flora e humana).

Devido à mobilização de ativistas e organizações sociais, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares foi implantado no alto da Serra da Barriga em 2007. O local foi tombado pelo IPHAN em 1985 e pelo Mercosul em 2017.

Recomendação

Nesse vídeo, o pesquisador e youtuber Thiago Guimarães, do canal “Ora Thiago” gravou um vídeo sobre cultura pop, colonialismo e o termo zumbi. Assista: Coronavirus, Apocalipse Zumbi e Colonialismo: https://www.youtube.com/watch?v=KfgOCNVxsK8&t=331s

Fontes

Serra da Barriga: a força da natureza! — Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/serra-da-barriga-a-forca-da-natureza

(Re)veja, aqui, a história do maior quilombo da América Latina! — Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/re-veja-aqui-a-historia-do-maior-quilombo-da-america-latina

Conheça a Serra da Barriga — Fundação Cultural Palmares: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/conheca-a-serra-da-barriga