Edna Roland

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Graduou-se em Psicologia em 1972 na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no período de recrudescimento da Ditadura Militar brasileira. Militou no movimento estudantil quando era proibido até fixar cartazes nas paredes. Viveu por cinco anos na clandestinidade por conta de perseguição política. Com a abertura política, retomou os estudos no Mestrado em Psicologia Social da PUC-SP com um trabalho sobre a relação entre patroas e empregadas domésticas, o que a levou a estabelecer uma relação orgânica com o Movimento Negro. Fundou quatro importantes organizações negras, entre elas o Géledes – Instituto da Mulher Negra, em 1988. Dez anos depois, foi pesquisadora visitante no Harvard Center for Population and Development Studies. Nas conferências regionais preparatórias para a III Conferência  contra o Racismo na África do Sul, participa de organizações civis e da embaixada brasileira. Além de assumir a relatoria do evento internacional em Durban, torna-se integrante do Grupo de Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) destinado a acompanhar o programa de ação da terceira conferência.Foi coordenadora de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial da UNESCO e, secretária de Igualdade Racial da Prefeitura de Guarulhos. Edna Roland figura como uma das principais referências do feminismo negro brasileiro, com contribuições para organização da sociedade civil e governamental no âmbito do Estado. Na esfera internacional, na condição de relatora de Durban, inscreve o Brasil em um dos capítulos mais importantes da história dos direitos humanos no mundo.