Luislinda Valois
Luislinda Dias de Valois Santos nasceu em Salvador, na Bahia, em 1942. Filha de uma lavadeira, de um motorneiro de bonde, e neta de um escravizado, teve uma infância pobre. Com a morte precoce de sua mãe, ajudou a cuidar dos irmãos e, por isso, formou-se em Direito na Universidade Católica de Salvador aos 39 anos de idade.
Tornou-se juíza em 1984, e nunca dispensou o uso de colares de candomblé em suas audiências. Foi autora da primeira sentença de condenação por racismo no país, em 1993. Criou, em 2003, o projeto “Balcão de Justiça e Cidadania”, para resolução de conflitos em áreas pobres de Salvador. Em 2009, publicou, pela editora Juruá, o livro O negro no século XXI.
Em 2011, foi promovida, por antiguidade, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), aposentando-se alguns meses depois. No mesmo ano foi premiada com a Camélia da Liberdade, em reconhecimento a personalidades que promovem ações de inclusão social de afrodescendentes. Em 2012, tomou posse na Academia de Letras José de Alencar, em Curitiba, no Paraná, ocupando a Cadeira nº 6. Além disso, no mesmo ano, recebeu o título de embaixadora da paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 2013, entrou na carreira política ao filiar-se ao Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). Foi ministra dos Direitos Humanos (2017–2018).