Dia Internacional da Mulher Afro-Latina e Caribenha

De Diaspedia

Autora: Carolina Melo

Em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina e Caribenha, uma data que nasceu durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Esta iniciativa surgiu da necessidade de dar visibilidade e reconhecimento às lutas e contribuições das mulheres negras da América Latina e do Caribe, que enfrentam uma dupla e, muitas vezes, tripla discriminação – por serem mulheres, por serem negras e, em muitos casos, por pertencerem a grupos sociais marginalizados.

A instituição desta data é um marco fundamental na história do feminismo negro e na luta antirracista na região. Ela visa fortalecer a rede de apoio entre essas mulheres, que compartilham realidades de opressão de gênero, exploração socioeconômica e racismo estrutural. O dia 25 de julho se tornou um símbolo de resistência e empoderamento, um momento para denunciar as violências sofridas e para celebrar a resiliência, a cultura e a força dessas mulheres que, ao longo da história, desempenharam papéis cruciais na construção de suas sociedades.

Anualmente, o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina e Caribenha é marcado por uma série de eventos, debates, festivais culturais e mobilizações em diversos países da América Latina e do Caribe. No Brasil, a data também coincide com o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola, reforçando a importância de reconhecer as lideranças e a história de luta das mulheres negras. É um dia para reafirmar o compromisso com a equidade, a justiça social e a valorização das vozes e experiências das mulheres afrodescendentes.