Carolina Melo: mudanças entre as edições

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= '''AFRICANIDADES NA CULTURA DO BRASIL''' =
'''[[Africanidades na cultura (popular) brasileira|Africanidades na cultura (popular) brasileira: Introdução]]'''


[[Carimbó - Pará|Carimbó (Pará)]]


No § 1º do Art. 215 da Constituição Cidadã (1988), fica definido que: “O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (BRASIL, 1988). Mas, ''o que é cultura popular?''
[[Comunidade dos Arturos - Minas Gerais|Comunidade dos Arturos (Minas Gerais)]]


Para o pensador Stuart Hall (2010), cultura popular sempre tem como sua base as experiências, as memórias e as tradições das pessoas. Mais do que isso: “está em conexão com as esperanças e aspirações locais, tragédias e cenários locais, que são as práticas e experiências diárias do povo comum”.
[[Oliveira Silveira - Rio Grande do Sul|Oliveira Silveira (Rio Grande do Sul]])


Já para Gilberto Gil, cultura é igual feijão com arroz: necessidade básica, tem que estar na mesa de todo mundo.
[[Viola de Cocho (Mato Grosso)]]


Mas, isso nem sempre foi assim. A cultura é o lugar onde nós, indivíduos e sociedades, criamos significados: o que é bom e ruim, o que é civilizado e “selvagem”, quais vidas merecem viver e morrer... e o que é cultura ou não. Devido aos séculos de colonização, tudo que era associado às pessoas negras/africanas era considerado ruim, mal, impróprio, do diabo, imoral. Todas essas classificações serviram como justificativa para discriminar as culturas dessas pessoas, como se elas fossem nocivas para a sociedade. Por isso, por exemplo, o samba e a capoeira eram proibidos. Hoje ainda vemos a perpetuação dessas violências: terreiros de candomblé e umbanda sendo queimados, e o Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas negras no mundo.
[[Maracatu Nação (Pernambuco)]]


Nesse sentido, as culturas de matriz africana, comumente chamadas de cultura popular negra, tem um papel importante de ''contestação'' desses significados. É nela que, desde antes do fim da escravidão, as pessoas negras evidenciam a importância de África para a construção de nossa sociedade. É nela que histórias apagadas são recontadas e vividas no cotidiano. E é nela que as pessoas negras, mas não só, conseguem se reconectar com o passado e traçar novas rotas para o futuro. Em outras palavras, a cultura é palco no qual podemos experienciar o que nos une: nossa humanidade.
[[Repente (Paraíba)]]


Essa série é um convite para embarcarmos em uma viagem através de tempos, lugares, oralidades e conhecer pessoas que viveram e vivem diferentes manifestações das africanidades na cultura de cada estado do Brasil. Ela tem como objetivo evidenciar a África viva em nosso país. É importante ressaltar que cada cultura tem sua especificidade, mas também é possível encontrar as “mesmas” manifestações culturais em diferentes regiões: jongo, batuque, samba, capoeira são alguns dos exemplos de como elas são... populares. Mesmo que tenha sido escolhida apenas uma manifestação por estado, é importante ter isso em mente: nada é único e fixo no tempo e espaço.
[[Marabaixo (Amapá)]]


Vamos lá?
[[Serra da Barriga (Alagoas)]]
 
[[Os Candangos (Distrito Federal)]]
 
[[Nego Bispo (Piauí)]]
 
[[Congo (Espírito Santo)]]
 
[[Coco de Zambê (Rio Grande do Norte)]]
 
[[Jongo (Rio de Janeiro)]]
 
[[Capoeira (Acre)]]
 
[[Dança do Cordão Africano (Amazonas)]]
 
[[Samba Reggae (Bahia)]]
 
[[Redenção (Ceará)]]
 
[[Tambor de Crioula (Maranhão)]]
 
[[Comunidade Quilombola Tia Eva (Mato Grosso do Sul)]]
 
[[Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (Paraná)]]
 
[[Barbadianos (Rondônia)]]
 
[[Movimento Rorameira (Roraima)]]
 
[[Catumbi (Santa Catarina)]]
 
[[Batuque de Umbigada (São Paulo)]]
 
[[Taieiras de Laranjeira (Sergipe)]]
 
[[Suça (Tocantins)]]

Edição atual tal como às 11h06min de 10 de novembro de 2025